a política na vertente de cartaz de campanha

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Back Freeport Orifice

Poderá bem ser barulho por nada. Da leitura do texto online do Sol não dá para concluir (e não vou comprar o jornal por isto lol). A parte que me faz levantar dúvidas é se houve ou não intrusão no computador. Apanhar vírus, todos estamos sujeitos. Mas apanhar um vírus que permita o controlo do computador e, em simultâneo, alguém tomar esse controlo é que já não é nada frequente. Acontece mas acontece mais quando esse é o objectivo.

O assunto é sério. Vejam-se as potencialidades do Back Orifice, por exemplo. E dos trojans que permitem gravar som pelo microfone do computador e vídeo pela webcam.

A diferença entre uma não notícia do Sol e uma falha grave está mesmo em se saber se houve ou não uso das potencialidades desse trojan.

ADENDA
António de Almeida poderá ter acertado na mouche: a quebra do segredo de justiça fica assim tão bem convenientemente explicada, culpando os "outros".


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Yahoo Pipes: o slide show

Depois da anterior abordagem ao Yahoo Pipes, aqui fica uma utilização no blog (o slide show ali na coluna à direita).

A principal razão de usar os Pipes neste slide show foi ter uma galeria com os seguintes requisitos:
a) que não começasse imediatamente em auto play. De acordo com os gurus da ergonomia, animações e música que comecem automaticamente quando uma página é aberta são dois aspectos a evitar, já que distraem a leitura regular. Curiosamente a esmagadora maioria dos slide shows que encontrei começavam logo a animação das fotos, apesar de alguns poderem ser parametrizados para não o fazerem - como é o caso deste.

b) pretendia que ao clicar em cada cada uma das imagens apresentadas se fosse para a respectiva postagem.

Este segundo requisito deu luta. A minha abordagem, que já vinha de há algum tempo, foi:
- usar o Flickr como serviço de alojamento das imagens a incluir no slide show;
- agrupar as imagens por photosets, isto é, grupos duma mesma categoria;
- para cada foto, colocar na respectiva descrição o URL do post correspondente à imagem.

Assim sendo, o Pipe usa a API do Flickr para sacar as fotos do photoset e, para cada foto, extrai o URL exisitente na descrição. Montar isto foi um pouco manhoso, como se pode ver pela visualização deste Pipe: http://pipes.yahoo.com/pipes/pipe.info?_id=b0ffa05e15cb57b6edf3cb252e9b730c.

O resultado deste Pipe, um feed RSS, pode ser embrulhado em diversas apresentações finais (ver a página Pipe), entre as quais a de um "acrescento" para o Blogger.


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Yahoo Pipes

Os Yahoo Pipes, ou numa tradução livre, a Tubagem do Yahoo, é uma tecnologia com dois anos, lançada em Fevereiro de 2007. É uma interessante ferramenta para agregar, manipular e misturar conteúdos dispersos pela web, produzindo uma única saída. Tal como nos canos de água, em que vários tubos se vão unindo, com torneiras selectivas, para formar uma conduta única. Acresce que é uma tecnologia ao alcance de todos, mesmo para pessoas sem formação específica em informática.

Há vários vídeos a demonstrar o uso do Yahoo Pipes, seja no Youtube, seja no próprio Yahoo Pipes. Mas o melhor mesmo é vê-los em acção. Por exemplo, a pesquisa http://pipes.yahoo.com/pipes/search?q=flickr+blogger&x=0&y=0 devolve Pipes que usem o Flickr e o Blogger para juntar dados e mistura-los num único RSS. Em particular, este Pipe http://pipes.yahoo.com/pipes/pipe.info?_id=sqpS5Mzy3BGLF4Jz8jxBKg cria um slideshow com imagens obtidas num mashup do Google Reader composto por feeds do Flickr e do Picasa.

Por aqui, estou a usar os Pipes na nova template para este blog. Isso inclui filtrar os conteúdos para os agrupar por labels e juntar a bonecada do Flickr num misto de slideshow e textos do blog. Voltarei ao assunto quando a template sair.


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O toque de Éolo

A solução para a lentidão portuguesa, seja da burocracia, seja da justiça, é simples: envolver Sócrates. Tudo onde o homem entra é simplex, desde os licenciamentos em tempo record, passando por processos que subitamente saem de uma hibernação de anos, constituindo-se arguidos e levantando-se o segredo de justiça em apenas algumas semanas.

O processo Casa Pia não avança? Coloque-se Sócrates no processo. O projecto de licenciamento da sua vivenda ganha pó em alguma secretária na câmara municipal? Dê-o ao engenheiro. Os casos de Felgueiras, Isaltino e Ferreira Torres mais parecem os intermináveis Morangos com Açúcar? Envolva-se o o primeiro-ministro. Na faculdade já o consideram parte da mobília e não há maneira de ter o canudo na mão? Imite Sócrates.

Não é o toque de Midas que Sócrates tem. É o de Éolo. Tudo que o homem toque irá de vento em poupa.Especialmente se for urgente limpar a imagem em véspera de eleições.


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Momentos Polaroid - Tropeçar na prescrição

Momentos Polaroid - Justiça e prescrição

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Magalhães de Torres Vedras: 95 mil e 700 euros

Foi quanto custou a brincadeira chamada Monumento do Carnaval de Torres:

http://transparencia-pt.org/?search_str=%22Monumento+do+Carnaval+de+Torres%22

E foi preciso uma empresa para conceber e realizar isto? Depois há quem se espante por o estado gastar metade do PIB.


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Razões para detestar o Windows

Já é mau comprar um sistema operativo com falhas. Piora quando o que é
suposto ter o aspecto duma chapa de metal e é, afinal, uma rede de
capoeira. Mas depois os buracos vão sendo tapados com as actualizações
automáticas. Ok, consegue-se trabalhar. Até acabamos por ignorar que
um produto que custa pelo menos 150 euros não tem garantia, como
acontece e é obrigatório com qualquer outra bugiganga que custe 5
euros. O que não é de todo aceitável é que uma actualização
automática, depois de realizada, insista em re-iniciar o computador a
cada meia hora. Nem que o faça caso o computador fique inactivo
durante um determinado espaço de tempo, terminando consequentemente
todos os processos em execução. Finalmente, para quem se lembre do
argumento «mas porque não usas outro sistema operativo?», gostaria de
sublinhar que a maior parte dos fabricantes de computadores portáteis
não os vendem sem uma licença (paga) Windows e que o processo de
devoluções da Microsoft é uma ilusão.


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Vim dar de comer ao blog...

... antes que a Associação dos Blogs Abandonados me viesse acusar de incúria. Aproveito para deixar um apanhado das leituras matinais.
E agora chega de leituras, que é hora de outras alimentações.


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Momentos Polaroid: Portugal, um país do sul

Momentos Polaroid: Portugal um país do sul

a notícia

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Mi em cima de Si sem Dó

Mi em cima de Si sem Dó

a notícia

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A consistência da gelatina

Extractos duma peça no Público de 21.Fev.2009 com o título «DREN desmente "obrigação" dos professores em participarem no desfile de Carnaval»:

«(...) nenhum professor de Paredes de Coura foi obrigado a participar no desfile de Carnava (...) mas o "cortejo teria forçosamente que sair à rua".

"A DREN nunca mandou alterar uma decisão do Conselho Pedagógico do agrupamento. Apenas determinou que o cortejo teria que ser feito, fosse com os professores, fosse com os pais, fosse com a comunidade, fosse com a própria DREN"

"São coisas de Carnaval"

Questionada sobre eventuais penalizações para os professores que não participassem no cortejo, Margarida Moreira escusou-se a responder, alegando que não se pronuncia sobre hipóteses.

Margarida Moreira admitiu que aquele agrupamento tenha uma "overdose" de actividades programadas (174) e que, por isso, tenha que cortar algumas. "Nunca no desfile de Carnaval, porque o entusiasmo dos miúdos não podia ser defraudado", disse.»



Mesmo em mau português (!), basta ler o comunicado que a DREN enviou à escola para se perceber que Margarida Moreira tem uma coerência gelatinosa.

E então, cancelar o desfile de Carnaval é que nunca para não defraudar o entusiasmo dos miúdos? E exames, já se podem cancelar? Ao que parece os alunos não demonstram grande entusiasmo nas provas escritas.


imagem obtida em «A DREN Em Paredes De Coura»


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Porno Magalhães

Porno Magalhães

a notícia

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Vicissitudes dos faxes na educação

«O presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Carlos Miguel, foi surpreendido ao início da tarde com um fax do Ministério Público no qual era dado um prazo à autarquia para retirar o conteúdo sobre o computador Magalhães, que fazia parte do "Monumento", e onde apareciam mulheres nuas no ecrã do portátil. "Achamos que pela primeira vez após o 25 de Abril temos um acto de censura aos conteúdos do Carnaval de Torres", lamentou o responsável, em declarações à Antena 1.» no Público Online

Comprova-se. Há uma forte ligação entre faxes e o nosso sistema educativo. Primeiro foi a história do exame de inglês de Sócrates, e o fax enviado para a universidade. E agora foi por fax que a coqueluche educativa de Sócrates, o Magalhães, fica proibida de mostrar mamocas no Carnaval de Torres Vedras.

Ó senhores do Ministério Público, v.exas não têm mais nada que fazer? Como por exemplo trabalhar em processos que ficam parados anos? Que palermice.


nota: imagem do JN: Tribunal retira imagem do Magalhães no Carnaval de Torres Vedras


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Momentos Polaroid

Começo hoje um novo formato gráfico: um conceito em imagem, um título e três linhas de texto. São os Momentos Polaroid, os quais se misturarão com a restante tralha que for saindo. Juntam-se também às Divagações, às Gracinhas e às I-See-19Tales. O feedback é bem vindo.


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Momentos Polaroid: economia das obras públicas

Economia das obras públicas

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Fumo branco na campanha negra?

Ora vejam só, agora a PGR não faz declarações por causa do segredo de justiça. Porque não foi esta a mesma posição no dia de todas as entrevistas?


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O Carnaval do nosso (deles) descontentamento

Os pais de Paredes de Coura gostam muito do Carnaval. Ao ponto de fazerem queixa à DREN por os professores do  Agrupamento de Escolas Território Educativo de Coura terem decidido não o organizarem para tratarem dos assuntos que o Ministério da Educação considera prioritários. O Pai do País, Albino Almeida, já veio dizer que a situação «configura um 'motim'». A DREN, em todo o seu esplendor negocial, ordenou que o Carnaval se realizasse. Os professores, que precisam de se preocupar mais com a burocracia do que com desfiles, não estão para aí virados.

Em Paredes de Coura confirma-se a atitude nacional: quer-se, mas alguém que faça. Se estes pais gostam assim tanto do Carnaval no qual participariam os seus filhos, porque não o organizam eles mesmos? Fazer queixinhas é feio mas dá menos trabalho, não é?

Adenda 18-02-2009, 17h00:


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Justificações do Ministro Constâncio

«"Deverá ser pior", disse o governador à margem do Conselho Nacional da Confederação da Industria Portuguesa (CIP), acrescentado que o efeito dos números do quarto trimestre "fazem automaticamente com que a média de 2009 seja pior".»

VC tenta compor o ramalhete, face ao disparate que foram as previsões do BdP. Mas o facto é que o INE veio dizer na passada semana que não foram apenas os números do quarto trimestre mas sim os do terceiro e os do quatro em conjunto.


«Sobre as medidas de política monetária, Constâncio defendeu que as medidas adoptadas começam a ter efeitos.»

Quais? A crise que nos caiu em cima?


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Preços dos combustíveis online (uma espécie de...)

Agora só falta fazer o mesmo para
- batatas e feijões;
- pastéis de nata;
- conquilha e berbigão.
    Entretanto, é melhor esperar sentado. É que o site implementado pela empresa Masterlink - Sistemas de Informação, Lda., pese embora a enorme lista de serviço junto do estado (e quase só junto do estado!) não parece ter estado à altura para implementar um portal com algum tráfego. Quem sabe se não lhes terá faltado algum génio pago a peso de ouro?



    Adenda: 17-02-2009, 14h00:

    No Público: «As gasolineiras que têm postos de combustíveis nas auto-estradas podem também incorrer em multas que vão igualmente até aos 30 mil euros, uma vez que a afixação dos painéis se arrasta desde Novembro de 2008».
    Certo. Vamos ver se a lei existe para ser cumprida sempre.


    Adenda: 18-02-2009, 0h30:

    Ao tentar aceder novamente ao site em causa, fica comprovada a incompetência. Se hoje à tarde o site demorava minutos a abrir, agora deixou de abrir e dá um erro no SQL! Que amadorismo. Gostava de saber como é que esta empresa tem tantos contratos com o estado. É que posso fazer melhor e, se calhar, até mais barato. E já agora, antes que venham com a conversa habitual de enorme interesse no site (que nada prova além da incompetência no dimensionamento do projecto), aqui fica um conselho: perguntem aos do maisgasolina.com como é que eles fizeram aquilo. É que o deles funciona.


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    Desenfreado

    Vital Moreira hoje no Público:

    «Não é por ser repetida muitas vezes que uma tese passa a ser verdadeira. Dizer que "Portugal não tem um regime político com freios e contrapesos [e que] o partido da maioria (...) controla todas as instituições do regime, [pelo que] vivemos numa espécie de 'ditadura conjuntural' do partido da maioria" (Henrique Raposo, no Expresso) - eis uma afirmação que não resiste à análise das nossas instituições políticas nem da nossa experiência política.»

    Para justificar isto, apresenta VM estes argumentos:
    • O Presidente da República, com o seu poder de veto constitui o «mais decisivo contrapoder no nosso sistema de governo». Acrescenta que «o recente veto da lei sobre o voto dos residentes no estrangeiro mostra a grande eficácia desse poder». Indo por esta linha argumentativa, também poderíamos olhar para o estatuto dos Açores para concluir o oposto. O facto é que, observando a acção governativa, conclui-se que a presidência não é nenhum contrapoder. Aliás Cavaco Silva fez questão nessa ideia da cooperação estratégica, seja lá isso o que for. A realidade do dia-a-dia não coincide com o disposto no mundo ideal das possibilidades.

    •  Depois de um argumento teórico mas deslocado da realidade, VM entra na ficção. A sua segunda tese é  que «a nossa Constituição confere um considerável poder de veto à própria oposição, quando exige maioria qualificada para a aprovação de certas leis (...), o que constitui uma notável restrição ao poder da maioria». Já que estamos no plano teórico, então um partido que tenha 2/3 dos votos não aprovará tudo o que quiser? No caso da presente legislatura isso não se verifica mas contam-se pelos dedos os casos em que os 2/3 funcionaram com freio ou contrapeso.

    • Finalmente, VM refere a nomeação e governo dos juízes e um Ministério Público que não depende do governo,  «contrariamente ao que sucede em muitos outros países». O facto do Procurador Geral da República ser cargo de nomeação política parece não ter importância alguma. Aliás, não tem mesmo importância alguma. Assim se pode concluir quando VM se refere à existência de várias entidades reguladoras e entidades independentes de controlo e escrutínio do Governo e da Administração: o Banco de Portugal, a Entidade Reguladora da Saúde, o Provedor de Justiça, a Entidade Reguladora da Comunicação Social, a Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos, a Comissão Nacional de Protecção de Dados Pessoais, o Tribunal Constitucional. Tudo cargos de nomeação política mas que para VM são «isentas de controlo governamental». A realidade é apenas um efeito secundário neste mundo perfeito.
    O facto é que, pese embora estes maravilhosos mecanismos, a governação de uma maioria absoluta é um bulldozzer que arrasa quem esteja no seu caminho. Depois da eleição, mesmo perante um programa eleitoral que não se converteu em programa de governo, os portugueses deixaram de ter uma palavra a dizer sobre o rumo do país. Fica entregue à elite governativa. Desta forma, só podemos concluir que, especialmente em caso de maioria absoluta, a tese da ausência de uma "ditadura do partido da maioria" não passa de uma conveniente ficção política.


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    Ministério do Poder

    Há uns tempos, saiu no Público uma crónica de Desidério Murcho com o título "Ministério da Propaganda". Partia da constatação de há algumas décadas ser comum a existência de ministérios da propagada, coisa hoje em dia impensável. (Por acaso, continuam a existir com outros nomes, tais como assessores de imprensa e central de comunicações.) Mas que o conceito dum ministério com esse fim seria ridículo, tanto quanto o é existir actualmente um ministério da educação.

    Do ponto de vista do conhecimento, claro que um ministério da educação não faz sentido. Que legitimidade tem um estado para determinar o que é o conhecimento oficial? Compreendo e aceito que existam lotes de conhecimento que se possam considerar basilares. Mas a actual acção do estado vai muito mais além, determinando ao ínfimo detalhe a vida escolar dos alunos. O estado não tem que definir conteúdos programáticos. Basta que certifique, quem assim o desejar, que forma aprendidos.

    Mas a questão do estado na educação não é a do saber mas sim a do poder. Uma teia burocrática emana do ministério e com ela uma rede de pessoas mantém-se colada ao seu poder. Tanto se tem falado na autonomia das escolas mas depois vamos ver os pormenores e lá está o ME a tudo determinar.

    Acabar com certos ministérios, como o da educação ou o da economia, seria aceitar que as pessoas são capazes de se organizarem sem a existência dum estado-paizinho. Seria aceitar que as escolas são capazes de ensinar sem a supervisão do ME e que as empresas sabem fazer negócios sem que o estado as tutele.

    No entanto, sem estes ministérios fica o estado menos forte, logo serão menos poderosas as pessoas que o comandam em determinado momento. Ministério da Educação? Não, Ministério do Poder.


    Divagação decorrente do excelente texto N medidas para melhorar a educação (work in progress).


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    O pior docente do país



    via A Educação do Meu Umbigo


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    Leituras

    N medidas para melhorar a educação (work in progress) em «As minhas Leituras» de José Luis Sarmento.


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    Há ou não mentira? Os factos respondem.



    Antes abordar a questão lançada neste post, vejamos primeiro dois textos.

    «O Manicómio
    O INE anunciou que no último trimestre de 2008 o PIB português caiu 2,1 por cento. Na "zona euro", o PIB caiu 1,2 por cento. E, no total dos 27 membros da União, só a Letónia e a Itália ficaram atrás de nós no mesmo período. Em Dezembro de 2007, o Governo de Sócrates previa um crescimento para 2008 de 2,2 por cento do PIB. Em Maio, desceu a previsão para 1,6 por cento. Em Outubro, para 0,8. E, em Janeiro, de 2009, para 0,3 por cento. Afinal foi 0 (zero). Parece que os peritos se espantaram muito. O ministro das Finanças, pelo contrário, não se espantou "inteiramente". Há uns dias que as coisas lhe cheiravam a esturro. Mais vale tarde do que nunca. Agora, acha ele, vamos ter "dificuldades". De todo a evidência, não percebeu ainda que o país já tem dificuldades.

    O que está de acordo com a extravagância geral da nossa vida colectiva. Ao mesmo tempo que o INE anunciava a desgraça da nossa economia, um "jornal de referência" veio explicar que, felizmente, 900.000 pessoas trabalham para o Estado e não podem por isso ser despedidas como qualquer vagabundo da "privada". Essas 900.000 pessoas trabalham na administração central, na administração local, na administração regional, no "sector empresarial do Estado" e em empresas prestadoras de serviços (como, por exemplo, limpeza e segurança). Fora as que trabalham em empresas que fornecem ao Estado o que Estado consome, desde o papel, à electricidade e à gasolina. E, sem contar, evidentemente com as que trabalham nos bancos que Sócrates nacionalizou ou seminacionalizou para arredondar o bolo. O ideal era que a população inteira entrasse de um vez para o funcionalismo público, com vínculo e aumento. Depois se veria quem pagava.
    Suponho que esta salvífica medida não incomodaria ninguém, nesta ditosa Pátria nossa amada, em que os serviços secretos não gostam de segredos. No tempo de Guterres circularam listas de agentes. No tempo de Sócrates, parece que uma força irresistível introduziu na Intranet da Presidência do Conselho uma lista de 23 nomes de "espiões" do SIED (um organismo nada oculto que se ocupa de assuntos de Defesa), com o respectivo retrato. Os 23 queriam, ao que consta, um "livre-trânsito" não se sabe ao certo para onde. Provavelmente, para o estrangeiro. Fazem bem. Portugal é um manicómio e começa a dar má reputação.»
    Vasco Pulido Valente, Público, 15.Fev.09




    Na melhor das hipóteses
    Silva Lopes espera queda de 2% no PIB em 2009
    O economista Silva Lopes manifestou-se hoje "surpreendido" com o recuo de 2% no último trimestre de 2008 na economia portuguesa, adiantando que "a melhor das hipóteses" para este ano é o de uma queda semelhante.
    Jornal de Negócios com Lusa

    O economista Silva Lopes manifestou-se hoje "surpreendido" com o recuo de 2% no último trimestre de 2008 na economia portuguesa, adiantando que "a melhor das hipóteses" para este ano é o de uma queda semelhante.

    "A melhor das hipóteses é manter-se durante o ano uma queda semelhante [ao último trimestre do ano passado]. Esperemos que não piore", disse hoje à Lusa o economista José Silva Lopes, antigo governador do Banco de Portugal e ex-ministro das Finanças.

    "Fiquei surpreendido, não pensava que fosse tão grande. Já se sabia há algum tempo que o quarto trimestre tinha tido um crescimento negativo, não esperava é que fosse de dois por cento. Mas este ano vai ser pior que um crescimento zero. Vai ser descida", acrescentou.

    Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados hoje indicam que a economia portuguesa recuou dois por cento no quarto trimestre de 2008, face aos três meses anteriores, completando dois trimestres de quedas, terminando o ano em recessão técnica.

    A estimativa rápida do INE hoje divulgada mostra que no conjunto do ano [de 2008] o Produto Interno Bruto (PIB) português fixou-se nos zero por cento - estagnação - depois de um aumento de 1,9 por cento em 2007.

    Este ritmo de crescimento anual foi o mais baixo em cinco anos, desde a recessão de 2003.

    "A economia portuguesa está a ser atingida fortemente pela crise mundial, as exportações estão a descer e por isso não é de esperar que o ano actual corra melhor que o ano passado, antes pelo contrário", sublinhou Silva Lopes.

    "Todas as previsões, incluindo as do Banco de Portugal, mas que já estão ultrapassadas, apontam para que o crescimento económico este ano se possa aproximar dos -2 por cento", disse também o economista, acrescentando que também não acredita em melhorias para o final do ano.

    Por outro lado, realçou Silva Lopes, as medidas tomadas pelo Governo podem ter um desfecho positivo, ainda que nunca antes de 2010.

    "Estas medidas que o Governo está a tomar, e que outros governos estão a tomar, espero que tenham resultados positivos, mas vai demorar algum tempo. Talvez no ano que vem", adiantou.

    Silva Lopes criticou ainda alguma descoordenação a nível europeu (Estados e bancos centrais) para fazer face à crise e apontou medidas à semelhança dos Estados Unidos.

    "As política de taxas de juro [seguida na UE] é positiva no sentida da recuperação. Mas enquanto os Estados Unidos estão a encarar a hipótese - e talvez já a praticar - de os bancos centrais fazerem eles empréstimos directamente às empresas, o Banco Central Europeu ainda pensa só em fazer empréstimos aos bancos, que por sua vez estão numa situação que não lhes permite expandir o crédito como era preciso", concluiu.


    A realidade é negra. Mas não é inesperada. Os sinais já vêm do primeiro semestre do ano passado, com o desemprego a crescer e com o INE a registar valores alarmantes para o PIB.

    Mas basta recordar as palavras de Sócrates quando, na discussão do orçamento, chamava nomes a todos os que lhe diziam que as previsões eram irrealistas, afirmando que nenhum dado apontava para que o país estivesse em crise.

    Bastava ver como o discurso foi mudando, com as previsões em contínuo decrescendo. Ainda há pouco mais de um mês, a o Governo oficial dizia que o PIB de 2008 crescera 0.3% mas afinal foi 0% (zero!).

    Você decide: Sócrates mentiu-lhe ou é incompetente?

    Adenda: o gráfico aqui apresentado está actualizado aqui: PIB Portugal 2006-2009


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    Ajuste directo: Governo finta limites

    «Ajuste directo: Governo finta limites

    «Interesse público», «urgência» e até «confidencialidade» são algumas das razões invocadas
    A construção e fornecimento de serviços a tribunais, unidades de saúde, escolas, prisões, redes de telecomunicações, eficiência energética e reabilitação urbana vão poder realizar-se sem concursos públicos. A lista de contratos que podem ser entregues por ajuste directo não pára de aumentar desde que, há oito meses, entrou em vigor o novo Código de Contratação Pública (CCP), que estabelece rigorosos limites para este tipo de contratos realizados pelo Estado, noticia o «Correio da Manhã». 

    «Interesse público», «urgência» e até «confidencialidade» são algumas das razões invocadas pelo Governo para entregar um conjunto alargado de empreitadas directamente às empresas.

    Com a criação destes regimes excepcionais e transitórios (a maioria termina no final deste ano), estas intervenções podem ultrapassar e em muito os limites previstos no Código de Contratação Pública para os ajustes directos: 75 mil euros para bens e serviços e 150 mil para obras.

    Nos casos já autorizados pelo Governo, esses limites passam a ser, nos casos dos Ministérios da Justiça e da Saúde, de 6,2 milhões de euros para as empreitadas e de 249 mil euros para o fornecimento e serviços.

    Já no caso da modernização do parque escolar e melhoria da eficiência energética dos edifícios públicos, o limite definido permite contratos por ajuste directo até dois milhões de euros.

    Mas estes valores não são comparáveis aos que estão em causa, por exemplo, na construção de uma prisão em Castelo Branco, cujo ajuste directo pode ir até aos 25 milhões de euros. Ou do projecto da Frente Ribeirinha, em Lisboa, com um investimento previsto de cerca de 145 milhões de euros.» in Agência Financeira
    via Gabriel Silva.

    Inevitável! O país está a saque. Será possível que nem isto vai fazer mexer a oposição?! Caramba, Santana Lopes caiu por muito menos. E o Presidente da República, onde anda? E o Tribunal de Contas? O verdadeiro regabofe eleitoral e nem procuram disfarçar. Ao que parece, os portugueses andam tão entretidos com bola e com os novos desvia-atenções do casamento gay e da regionalização que nem se apercebem que depois alguém terá que pagar a festança.


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    Como adicionar um icon ao URL do blog

    Hoje, uma dica informática: como adicionar um ícone que apareça na barra de endereço do blog, como o F que agora tenho no Fliscorno.

    1. criar o ícone
    • Como: Usar um editor de imagens para o fazer ou um conversor de imagens para ícones como o Imageicon.


    • Tamanhos possíveis: 16x16 ou 32x32 pixeis. 16x16 é um tamanho compatível com mais browsers.


    • Formatos: PNG, GIF ou ICO. Se se pretender alojar o ícone num servidor de imagens como o Flickr, usar os formatos PNG ou GIF.

    2. colocar o ícone num servidor de imagens, como o flickr.com
    Copiar o endereço da imagem. Usando o Flickr, isso está disponível onde diz "All Sizes" e será algo do género
    http://farm4.static.flickr.com/3350/3278203077_0fb754b7ef_o.png

    (a título de exemplo, ver a respectiva página: http://flickr.com/photos/raposa_velha/3278203077/sizes/o/)

    3. editar a template do blog
    Ir ao HTML. Procurar onde diz </head> e abrir uma linha antes. Adicionar uma das linhas que se seguem, conforme o formato de imagem que se tenha criado, substituindo URL_DO_FICHEIRO pelo endereço (URL) do ícone:
    • PNG:



    • GIF:



    • ICO:

    No fim, o resultado será algo como este:
    «link href="http://farm4.static.flickr.com/3350/3278203077_0fb754b7ef_o.png" rel="shortcut icon" type="image/png/"»
    «/head»


    nota: « e » correspondem resectivamente a <>.

    4. salvar a template
    et voilá :)

    Compatibilidade: Funciona no Firefox 3.x e no Opera 9.x. No IE, experimentei a versão 6 e verifiquei que não funciona. Há relatos que funciona nas versões superiores à 7. Se alguém puder confirmar, agradeço.


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    Não baixar os braços

    Não baixar os braços

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    Pelo Choupal: é amanhã

    Como antigo estudante de Coimbra, tenho uma ligação emocional ao Choupal, o qual conheço bem. Lamento que todos os espaços com alguma beleza natural sejam sistemáticos alvos da cobiça betonária.

    Muitos se manifestam contra. Como de costume, o estado ignora-os, prosseguindo a sua inexorável vontade. Para que queremos um estado que não existe para servir os cidadãos?

    Relacionado: Plataforma do Choupal e petição online.


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    Campanha Negra 2005-2009

    Continua a campanha eleitoral do governo, a decorrer desde 2005. Não há uma ponta de vergonha em estoirar o dinheiro dos contribuintes. Sim, estoirar. Quem precisa de recorrer a estes apoios sabe onde tem que procurar e, além disso, está atento ao que o governo anuncia. E se assim não é, então as suas qualidades como gestor duma empresa são questionáveis. Obviamente, estes anúncios não são para quem destas medidas precisa mas sim para convencer a restante população sobre a bondade do governo. Por isso, é propaganda; é campanha eleitoral. Cavaco fala em não se poder baixar os braços mas isto não passa  de os manter erguidos para segurar bandeiras panfletárias.

    Esta campanha publicitária decorre também em outros órgãos de comunicação social, claro. Junta-se às muitas que já tiveram lugar neste governo. Esta sim, é a campanha negra a que Sócrates se referia há dias.


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    Antevisão


    Alunos vão ter no mínimo 12 horas por ano de educação sexual nas escolas.


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    Chip-na-chapa

    Isto cá seria óptimo e ligaria muito bem com a filosofia chip-na-chapa (de matrícula).


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    Agora só faltam os outros todos

    «Relação confirma julgamento de Isaltino Morais por corrupção
    O Tribunal da Relação de Lisboa confirmou hoje a decisão do tribunal de primeira instância de julgar Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras, por corrupção, abuso de poder, fraude fiscal e branqueamento de capitais, noticia a edição online do “Diário Económico”.» Público, 12.Fev.09


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    CV hard core

    CV armando varaCV armando varaAo passar pelo Jumento, deparo-me com uma oportuna reflexão sobre certos CV hard core. É por causa destes e dos que os suportam que vejo os políticos como um bando de oportunistas. Que me desculpem os que não o são mas estas situações e quem nada faz para as impedir compelem-me para a generalização.


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    Weekend parents

    No DN, 12.Fev.09, INFÂNCIAS (IN)FELIZES por Maria José Nogueira Pinto

    «A Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) apresentou ao Ministério da Educação uma proposta para as escolas do 1.º ciclo do ensino básico funcionarem entre as sete da manhã e as sete da tarde. Uma proposta radical que encerra em si própria a alteração do sentido último da escola e o sentido último da família. Algo que, tendo estado desde há muito subjacente a toda a discussão em torno do modelo de sistema educativo, modelo de escola e objectivos do ensino, surge agora claramente como um facto assumido, não já uma circunstância mas um dado adquirido, o de uma parentalidade em part-time.»

    Façamos, então, umas contas de mercearia.


    24 horas do dia
    - 12 horas na escola
    - 8 horas para dormir
    - 1 hora em transportes
    - 2? horas de consumo televisivo

    -------------------------------------------------------
    =
    1? hora para educar a descendência

    A escola (sobretudo) ensina; a família (sobretudo) educa. Acha a CONFAP que 1 hora por dia  é suficiente para educar uma criança? (Ou 3 horas se numa assumpção irrealista se proibir a criancinha de ver televisão.)

    O Pai do País bem que se pode juntar ao brilhante Lemos num par de iluminados.

    Ahhhhh, ok, também há os fins-de-semana, os feriados e as férias. Então, está bem. Percebi. Albino Almeida defende o conceito de Weekend-Parents. É estrangeirísmo, deve ser bom.


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    Valter de Lemos, o darwinista

    Carta de leitor, hoje no Público, texto também presente em: De Rerum Natura

    A bondosa medida de Valter Lemos
    Apelando "ao exercício de cidadania que traduz uma expressão de solidariedade com a sociedade, contribuindo de forma livre e organizada para a solução dos problemas que a afectam", a recente medida do secretário de Estado Valter Lemos, plasmada num projecto de despacho para o recrutamento de professores reformados como voluntários para prestarem serviço nas escolas, em tarefas não remuneradas (ou seja, de borla), traz-me à memória uma expressão de um bom amigo e colega que me dizia, a respeito de situações parecidas, que "favores destes também os espanhóis me fazem mesmo sem me conhecerem de lado nenhum".

    E, para que conste, só do referido anexo sobre "áreas de eventual intervenção dos professores voluntários", somadas as sua parcelas, obtém-se um total de 22 áreas: uma espécie de cardápio de restaurante com muitas "estrelas Michelin" para gostos selectivos e clientela refinada. De forma resumida, para que o leitor não desperdice o seu tempo e eu a minha (ainda que santa) paciência, de um emaranhado de articulados legais, subtraio dessas áreas, apenas, meia dúzia, a saber:

    (1) "apoio à formação de professores e pessoal não docente" [para quem possa não estar dentro da nomenclatura, "pessoal não docente" reporta-se a funcionários das secretarias e auxiliares de educação educativa (antigos contínuos)];
    (2) "planeamento e realização de Acções de Formação para Encarregados de Educação";
    (3) "apoio burocrático-administrativo" [ou seja a burocratização de ex-professores elevada ao seu expoente máximo];
    (4) "envolvimento em Projectos de melhoria da sociedade local";
    (5) "desempenho de funções de tutoria";
    (6) "apoio a programas de investigação".

    Como cereja em cima do bolo, na volúpia avaliativa que mora na 5 de Outubro, o projecto de despacho determina que a Escola/Agrupamento de Escolas "avalia periodicamente a(s) prestação (ões) do(s) voluntário(s)". A avaliação está mesmo na ordem do dia. Já agora, quem avalia a acção governativa dos governantes com a tutela da Educação? Ou será que a avaliação se destina apenas à arraia miúda?

    Segundo Valter Lemos, o leitmotiv desta "bondosa medida" legislativa contempla o pedido de uns tantos docentes reformados que se entediam com a passagem dos dias sem nada para fazer. Se, por hipótese, a solicitação partiu de professoras que pretendem encontrar nas escolas o convívio do chá das cinco das tiazinhas de Cascais, desenganem-se. Espera-vos um destino padrasto com deveres avaliados a pente fino e sem quaisquer direitos em contrapartida. Ora, como diz o povo na sua chã maneira de falar, "fama sem proveito faz mal à barriga e ao peito" .

    Com a modéstia de reconhecer não ter ideias próprias, Valter Lemos recorre à analogia entre este voluntariado e aquele outro desempenhado nos hospitais com a abnegação de serviço público inerente. Trata-se de um tiro no pé: o voluntariado hospitalar não pressupõe, ao contrário de áreas da docência aqui implicadas, o exercício de funções do âmbito dos profissionais de saúde. E, muito menos, de apoio à formação de médicos e/ou enfermeiros, como um dever estipulado em letra de forma. Como escreveu Madre Teresa de Calcutá: "O dever é uma coisa muito pessoal; decorre da necessidade de se entrar em acção, e não da necessidade de insistir com os outros para que façam qualquer coisa".
    Rui Baptista, Coimbra


    O ME tem afirmado que luta por esta ideia de progressão na carreira educativa, em que só os excelentes chegam ao topo. Já aqui se demonstrou repetidamente a falsidade desta falácia (não é a excelência mas sim o custo o que está em jogo) mas fechemos os olhos para em tal acreditarmos por momentos. Supostamente os melhores progredirão mais, assim numa espécie de teoria da evolução, chegando ao topo antes dos outros. Na sua progressão desempenharão cargos com sucessiva maior responsabilidade, contribuindo para a melhoria gradual do ensino. Nesta lógica, faz sentido esta progressão do grau mais baixo para o mais alto:
    1. professor estagiário;
    2. professor;
    3. professor titular;
    4. secretário de estado adjunto e da educação;
    5. secretário de estado da educação;
    6. ministro da educação.
    Sim, os três últimos cargos são políticos, enquanto que os três primeiros são de docência. Acontece que foi o ME que criou introduziu o conceito da hierarquia na educação. Veja-se por exemplo as hierarquias (simplificadas) de duas outras áreas:
    • finanças: funcionários do fisco - chefias - director geral - secretários de estado - ministro;
    • saúde: médicos - directores - direcções regionais - secretários de estado - ministro.
    Na educação, a cabeça desta cadeia darwiniana seria o supra-sumo em questões educativas. Valter de Lemos, ocupando o pescoço deste ser antropomorfizado, brilharia de excelência, como uma lampadazinha numa gambiarra de Natal quando sobre-alimentada com uns volts a mais.

    Mas as pessoas também são aquilo que fazem e olhando para esta proposta de Valter de Lemos interrogo-me se será esta Excelência excelente. Será ou não Valter de Lemos resultado de uma evolução educativa?


    PS: faz hoje 150 anos da primeira publicação de «Sobre a origem das espécies através da selecção natural ou a preservação de raças favorecidas na luta pela vida».


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    Acusar em vez de responder

    Sócrates não responde às perguntas que lhe são feitas. Pelo contrário, acusa de usar truques e tácticas quem lhas coloca.

    Eu, como eleitor, não tenho a menor hipótese de obter uma resposta do primeiro-ministro. Para isso tenho deputados. Apesar de nem um responder perante mim! É que são deputados da nação. Certo... Os deputados da nação "não têm" obrigação de responder perante os eleitores e o primeiro-ministro "não tem" obrigação de responder aos deputados. Em que parte deste esquema se procuram os interesses dos portugueses?

    Ah!, sim, temos eleições. No entanto, as listas partidárias são formadas pelos partidos e os deputados eleitos saem destas listas. O governo é constituído por ministros que nem precisam de ter sido eleitos, já que o presidente da república convida o partido ganhador a formar governo. Eu não elejo deputados.  Voto em listas partidárias.

    Portanto, que hipóteses terei eu de ver os meus interesses representados por um governo democraticamente eleito? Poucas. Por um lado, o programa eleitoral fica na gaveta conforme as conveniências da governação, quando até não é completamente alterado. O último caso flagrante foi a promessa de não aumentar impostos e fazê-lo poucos meses depois da eleição.Por outro lado, os partidos impõem disciplina de voto, deixando os deputados de ser da Nação para pertencerem ao partido. Acresce que eu não tenho voto na escolha dos ministros, cuja actuação tem enorme impacto na minha vida.

    A única altura em que os políticos se lembram de mim é quando me vêm pedir o voto. Afinal, são os portugueses que estão de costas voltadas para a política ou são os políticos que se estão borrifando para os portugueses?


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    Leituras

    No Blasfémias, por João Miranda:

    Legalismo e o caso Freeport - 1, 2, 3



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    É uma vitima, pobre coitada

    Foi contrariada, pobrezinha. A sua alma imaculada, frágil e delicada, foi esmagada pelo impulso altruísta de fazer bem ao próximo, aliviando da ignóbil pressão política, que também era forte, de que padecia o seu ex-vereador do Desporto.

    Como puderam fazer isto à Fatuxa? Obrigarem-na a assinar um cheque de 200 mil euros destinado ao clube de futebol local? Maus! Como se não bastasse terem-na levado a este sacrifício, ainda a elegeram nas autárquicas. A pobre senhora tem efectivamente razão, as pessoas de Felgueiras são perversas.

    Felizmente, para o resto do país, esta prosa de nada vale em tribunal. Cheio de boas vontades está o inferno cheio e, a haver prova, terá de dar o corpo ao manisfesto na mesma. Mas ficamos com pena. Uma pessoa tão viajada e com uns penteados tão finos estraga-se na sombra duma jaula.


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    «Perdi os professores mas ganhei o país»

    What else?

    "Tenho a sensação de que há algum desalento, é preciso ganhá-los, porque não se fazem alterações significativas sem os professores (...) o que não significa que não haja reformas de fundo, que não haja reformas que afectem alguns direitos adquiridos pelos professores".

    "
    É preciso diminuir o papel do Ministério e aumentar o papel das escolas. As escolas têm que ser ouvidas e ter voz, os sindicatos devem ter o papel de pugnar pelos interesses sindicais dos professores e os professores têm que ter uma voz (...) no seu relacionamento com os pais e com os estudantes." 

    "Finalmente, o país e as famílias perceberam que não basta andar na escola e passar de ano, é preciso saber."
    Marçal Grilo, 10.02.2009, Castelo Branco, via Público


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    Ups...

    a lei segue dentro de instantes

    Pois é. Puxaram a discussão para o plano da legalidade e afinal esta não existe.


    (Republicação duma entrada anterior: Algumas leis parvas têm tolerância. Outras, não.
    No 
    DN e no Correio da Manhã
    .)

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    Tem razão...

    ... e os assassinos são:

    • promessas eleitorais não cumpridas, como a dos 150 mim empregos;
    • quebra de outras promessas eleitorais, como não aumentar impostos;
    • um diploma tirando sabe-se lá como;
    • umas assinaturas nuns projectos de habitação que assustam o susto;
    • o dinheiro de impostos estoirado em projectos simbólicos e a salvar dois bancos;
    • a contínua propaganda governativa, na campanha eleitoral 2005-2009;
    • os casos que se conheceram de pressão sobre os media;
    • um licenciamento feito à pressa e em circunstâncias duvidosas.
    Augusto Santos Silva tem razão. Há uma tentativa de assassinato político e moral de José Sócrates e está a ser perpetrada pelos actos do próprio José Sócrates.


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    Pimenta doce

    Dantes trabalhava até Maio para pagar impostos. Com o Buraco Pleno de Nada e afins parece que vou trabalhar até Junho para o mesmo fim.
     
    Compreendo o rebuçado de Sócrates porque lhe importa hastear bandeiras para as eleições que se avizinham. Mas também vejo que é um daqueles rebuçados feitos com uma fina casca de chocolate e oco por dentro que nem satisfaz nem chega para estragar os dentes.
     
    Acho triste que um primeiro-ministro me atire areia aos olhos. Será para pagar de olhos fechados?


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    Ainda pelo voluntariado na política

    Costuma dizer-se que a brincar se dizem as verdades. Talvez por isso, em cinco dias a petição pelo voluntariado na política já passa, para minha surpresa, as 600 assinaturas. Como compreenderão, a petição não tem o formalismo que a Assembleia da República exige (creio que lhe falta o BI, por exemplo) e nem essa era a sua intenção. Mas não deixa de ser uma forma de dar aos génios que debitam legislação às três pancadas uma amostra do seu próprio veneno.

    Como já havia dito, é a brincar mas quem quiser assinar e divulgar, faça favor.

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    Céu, inferno e purgatório

    Mais um remendo:

    Tutela propõe novo escalão para professores que não consigam categoria de titular (Público Online 9.Fev.09)

    Comprova-se a motivação das mudanças que o ME vai anunciando: o dinheiro. Basta observar que as cedências que existiram foram sempre em aspectos relacionados com aquilo que o ME dizia melhor a qualidade do ensino. E que as mudanças estiveram relacionadas com quem passa a ganhar mais e quem fica na mesma. Quem engoliu o engodo da mudança que traria maior qualidade do ensino deve estar novamente a sentir o anzol ferrado.

    Dantes havia céu e inferno. O ME descobriu agora o purgatório.



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    Bandeiras da inutilidade

    "Proponho-vos que no próximo programa eleitoral assumamos estas duas bandeiras [regionalização e casamento de homossexuais ] que identificam o Partido Socialista como a verdadeira força da esquerda progressista, da esquerda moderna, da esquerda do povo", Sócrates, 7.Fev.09, Coimbra

    O casamento gay é uma opção individual. O estado deve retirar-se das opções individuais. Ai isso chama-se liberdade individual.

    A regionalização não implica automaticamente que o poder seja descentralizado. Olhando para a demografia portuguesa, com "metade" da população em duas grandes cidades, não serão umas linhas a dividir o país que alterarão esta realidade. O poder não se afastará dos eleitores e estes estão colados a Lisboa e Porto.

    Se é isto que a esquerda do PS tem como desígnio nacional, se são estas as prioridades de Sócrates, se são estas as bandeiras do moderno e do progressista, que venha então a direita. Pelo menos não se perderão tempo com estas banalidades enquanto o país pára sem justiça, sem educação e com o estado a pesar cada vez mais na vida de cada um. Não é que a alternativa do costume valha de algo. Na verdade, esta passou pelo país sem estes problemas resolver.

    Mas estas bandeiras de nada adiantam para os problemas do país. Não vale a pena votar num partido que defenda inutilidades.


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    Os coelhos do Louçã

    coelhos do louçã
    Clicar na imagem para ver o vídeo.



    gracinhas anteriores


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    Chips RFID nas matrículas de veículos automóveis: considerações

    1. O argumento "roubam-me o carro, o chip serve para localizar" é ingénuo. Basta "queimar" o chip e não circular por estradas com portagens. Dizem que um ladrão de carros consegue abrir uma porta em segundos. Seria um pouco distraído esquecer-se de desligar a "sirene" da "sua" viatura.

    2. Os chips RFID não são seguros. É questionável se algo inseguro contribui para um aumento de segurança. Além disso, o argumento desaparece se o chip desaparecer.

    3. Existe uma grande diferença entre os dados estarem impressos num papel colado no vidro e estarem num chip RFID+base de dados: os dados em papel não são passíveis se serem processados massivamente. Por alguma razão, a CNPD foi criada após o uso generalizado da informática e não antes.

    4. Não importa que dados estarão no chip pois associado a cada um deles haverá seguramente um identificador único. Conseguindo-se ler (ilegalmente ou não) esse identificador e sabendo a que carro pertence passa-se a ter um gravador automático das passagens desse veículo num dado local. Basta que lá esteja um equipamento de leitura (legal ou não).

    5. As escutas telefónicas passaram a ser enquadradas na lei. E as vigilâncias com recurso a esta tecnologia?

    6. O estado tem dado provas sucessivas de que é incapaz de manter a confidencialidade das coisas que sabe sobre os cidadãos. Sem ir mais longe, basta ver o caso Freeport. É por isso válido concluir-se que quanto mais o estado souber sobre os cidadãos, maior será a devassa da sua vida privada.

    7. O projecto tem um custo elevadíssimo. Apenas a intenção de se usar o sistema em larga escala permite justificar a sua implementação. Não se vai estar a gastar todo este dinheiro para cobrar portagens em uma ou duas SCUT. Preparem-se por isso para novos impostos.

    8. Finalmente, quanto ao argumento relacionado com a verificação automática do seguro e inspecção "em dia":
    a) se se pretender fazer o controlo ao passar por pontos de leitura, como portagens, ou só alguns veículos serão verificados (os que passarem nas SCUT onde se diz que isto estará em funcionamento) ou passarão a existir pontos de leitura espalhados por todo o país. Neste último caso, ver os anteriores argumentos 4 e 7;

    b) por outro lado, precisando estar o agente da autoridade ao lado do veículo, não constitui um ganho significativo poder validar os dados do veículo por meios electrónicos em vez de o fazer por inspecção visual.


    Na minha opinião, o chip nas matriculas servirá para introduzir portagens de forma generalizada em locais onde actualmente elas não existem (cobrança automática de estacionamento na via pública; entrada em cidades ou em zonas específicas das cidades; SCUTs, ICs e vias rápidas actualmente sem portagens; etc.). Esta realidade pouco interessante em termos eleitorais está a ser vendida pelo recurso a uma campanha de medo, sugerido que é para segurança das pessoas.

    Por não se ter acesso imediato à necessária tecnologia, os problemas de segurança e privacidade não surgirão pelo ladrão de gazua mas poderão vir do próprio estado e de grupos criminosos organizados. Por outro lado, o cidadão não fica mais protegido pois até um teenager será capaz de invalidar o chip. Assim sendo, esta medida não traz benefício algum para o cidadão. Pelo contrário, será mais uma fonte de despesa pública, paga por quem já se sabe e com impacto real na sua vida privada.

    Supostamente existindo o estado para servir o interesse dos cidadãos, não deve este legislar contra eles. Mas é isso que está a ser feito com os chips nas matrículas.



    Sobre a segurança dos RFID:



    Video: Hacker war drives San Francisco cloning RFID passports
    Think of it this way: Chris Paget just did you a service by hacking your passport and stealing your identity. Using a $250 Motorola RFID reader and antenna connected to his laptop, Chris recently drove around San Francisco reading RFID tags from passports, driver licenses, and other identity documents. In just 20 minutes, he found and cloned the passports of two very unaware US citizens. Fortunately, Chris wears a white hat; his video demonstration is meant to raise awareness to what he calls the unsuitability of RFID for tagging people. Specifically, he's hoping to help get the Western Hemisphere Travel Initiative -- a homeland security project -- scrapped. Perhaps you'll feel the same after watching his video posted after the break.


    Read -- Western Hemisphere Travel Initiative
    Read -- RFID passports cloned


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    Ainda os chips nas matrículas

    Antes que o chamem para aqui, há sempre o argumento do telemóvel. Contrariamente ao chip das matrículas, só o usa quem quer e quando quer.

    Lamento que este governo decida assim levianamente aspectos sensíveis da vida dos portugueses. Casamentos gay têm direito a programa eleitoral. A privacidade de cada um não.

    Prioridades.

    Obviamente que isto dos chips é fantástico. Primeiro aplica-se a uma ou outra SCUT. Depois, faltando uns cobres para mais umas grandes obras públicas, alguém se lembrará "olha a VCI ainda não paga portagens; o IC19 também não". Topam? ;-) É uma autêntica árvore das patacas.

    E depois as justificações no comunicado do Conselho de Ministros! Give me a break! Os carros que pararão nas portagens deixam de emitir CO2? Se alguém ainda se lembra, não tida sido dito que isto seria um sistema opcional para as actuais concessionárias?

    Tanta demagogia.

    E que contribui para aumentar a segurança! Muito pelo contrário. Estes chips RFID são clonáveis, como já há relatos:

    http://www.wired.com/science/discoveries/news/2006/08/71521

    In a demonstration for Wired News, Grunwald placed his passport on top of an official passport-inspection RFID reader used for border control. He obtained the reader by ordering it from the maker — Walluf, Germany-based ACG Identification Technologies — but says someone could easily make their own for about $200 just by adding an antenna to a standard RFID reader.

    He then launched a program that border patrol stations use to read the passports — called Golden Reader Tool and made by secunet Security Networks — and within four seconds, the data from the passport chip appeared on screen in the Golden Reader template.

    Grunwald then prepared a sample blank passport page embedded with an RFID tag by placing it on the reader — which can also act as a writer — and burning in the ICAO layout, so that the basic structure of the chip matched that of an official passport.

    As the final step, he used a program that he and a partner designed two years ago, called RFDump, to program the new chip with the copied information.

    The result was a blank document that looks, to electronic passport readers, like the original passport.

    Ah é tudo muito seguro.

    http://news.google.com/news?hl=en&newwindow=1&lr=&ie=UTF-8&tab=wn&ncl=1299985494

    Finalmente, há o pequeno detalhe desta porcaria custar 40 milhões de euros. Mas o que é isso para um governo que mete 180 milhões num Buraco Pleno de Nada?



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    O grande chipador mira-o

    O grande chipador mira-o

    a notícia

    gracinhas anteriores

    Esta porcaria de ideia tem sido vendida pelos spin doctors do PS como sendo uma forma de tornar mais eficiente a acção policial quanto à verificação dos seguros e das inspecções.

    Estes espertos devem achar quem atirando areia aos olhos ninguém verá as suas intenções. Ou pelo menos, um número suficiente ficará na cegueira.

    Vem isto a propósito da verdadeira razão para tornar estes chips obrigatórios: cobrar portagens nas SCUT e em outras estradas que lhes passe pela cabeça. Sabe, caro leitor, depois do sistema montado, é só lançar mais umas mini-portagens em vias rápidas e voilá assim se ganham receitas fiscais a cair do céu que nem ginjas.

    Claro que a estratégia é a dissimulação, não vá o povão ressentir-se em ano de eleições.

    Para cobrar mais uns cobres, nada lhes importa que a privacidade de cada um fique mais diminuída. Tristes.


    Textos anteriores:

    O ímpeto de controlo estatal
    «A vontade de controlar o cidadão não é original, nem uma invenção autoritária do Governo Sócrates. A Inglaterra é o país do mundo com mais câmaras de vigilância por habitante. E é público o assalto aos direitos do indivíduo na América (e também em Inglaterra) depois do 11 de Setembro. A existência de meios leva inevitavelmente o Estado (esteja nas mãos de quem estiver) a pretender regular e dirigir a sociedade.» Vasco Pulido Valente
    O erro de Orwell
    É um facto que as pessoas cada vez mais não se importam de ser permanentemente vigiadas. Orwell estava errado quando achava que o Big Brother seria uma imposição.

    Uma má notícia
    Se o agente da autoridade já tem que estar junto ao veículo e tendo o tal dispositivo para se ligar às bases de dados, porque é que não basta inserir a matrícula do veículo no aparelho, obtendo desta forma exactamente as mesmas informações?

    Como é que se garante a inviolabilidade dos dados contidos no chip? [...]


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    Prazo de validade bancário



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    MEC no Público 3.Fev.09: Falar por todos

    Eu cá não sei, mas as pessoas desconfiam dos políticos.

    Falar por todos, por Miguel Esteves Cardoso
    Cada vez que eu digo "dois euros e um quarto", em vez de "dois euros e 25", as pessoas riem-se de mim. Sendo "as pessoas" a minha mulher e uma das minhas filhas e "cada vez" ontem à noite.
    Quanto mais bicho do mato se é, mais se generaliza. Se digo que "Toda a gente gosta mais de manteiga açoriana", esse "toda a gente" pode ser eu e mais três amigos. Se for só eu e outra pessoa, é "quase toda a gente". E se for só eu, então não percebo por que é que "ninguém" a prefere.
    Trabalhamos todos com amostras tão ínfimas que nada do que dizemos sobre os outros tem qualquer valor. "Lá na redacção fartaram-se de rir com a entrevista" dá a ideia de uma redacção cheia de jornalistas mas pode referir-se a dois estagiários e um estafeta.
    Temos a mania de dizer que "as sondagens valem o que valem" mas não conseguimos chegar ao fim de um parágrafo sem dizer que os portugueses estão fartos de X ou que nunca precisaram tanto de Y como agora.
    Os ingleses prefaciam as opiniões com "Não faço ideia do que pensam as outras pessoas, mas eu...". Os portugueses - lá vou eu - fazem o contrário. Exprimem uma opinião pessoal como se fosse um pensamento colectivo. A nossa fórmula é mais: "Eu cá não tenho opinião sobre o assunto, mas as pessoas..." "I" do eu inglês não podia ser maior nem o "e" do nosso eu ser mais "iquenino". Nós escondemos o nosso eu nos outros e os outros deixam para poderem fazer a mesma coisa. Bonito serviço - e não há nenhum português a quem não se aplique.


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    Pelo Voluntariado na Política

    Face a isto, o que há-de uma pessoa fazer? Ora, pedir leis, claro. Não é esta a forma como se "resolvem" todos os problemas deste país?

    É a brincar, mas quem quiser assinar e divulgar, faça favor :)


    http://www.petitiononline.com/voluntar/petition.html
    Pelo Voluntariado na Política
    As grandes iniciativas são de aplaudir. E as grandes iniciativas majestaticamente altruístas são de incentivar, depois de aplaudidas. Sua Excelência o Secretário de Estado da Educação, de seu nome Valter de Lemos, com o seu projecto de despacho para recrutar professores reformados para trabalho voluntário nas escolas, inspirou-nos. Professores que tenham abandonado o ensino por via duma reforma antecipada poderão tranquilizar a sua consciência face à fuga prematura, mesmo que a perda material não seja reposta. Para se sentirem mesmo re-integrados, até terão igualmente direito a avaliação no final do ano lectivo.

    Como medida genial que é, cuja superior grandeza apenas não foi suficientemente sublinhada face ao carácter humilde do seu criador, entendemos que a bem da Nação não pode ficar limitada a esta área profissional. O voluntariado é nobre; é desinteressado; e é barato! É em consequência desta observação que vêm os signatários desta petição solicitar que esta Assembleia estenda este brilhantismo aos gestores públicos e ministros, sem esquecer todos os cargos de nomeação pública. Dêem, por favor, hipótese de redenção a todos quantos pretendam desempenhar os seus cargos sem a maçada de uma remuneração mensal.

    Pelo País, pela abnegação mas sobretudo pelo nosso bolso, que esta Assembleia institua o regime de voluntariado entre a classe política. Sem esquecer a avaliação anual, naturalmente.


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    Vender um PM como quem vende um sabão

    Isto como é um governo socialista, deve ter uma tabela de preços. Quanto vale um PIN? E um banco salvo? Inaugurar um pedaço de estrada, já sabemos: meio milhão.


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    Alcochete: 2003 a 2007

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    13 Fev 2003
    27 Mai 2003
    2 Out 2004
    30 Out 2006
    27 Jun 2007

    Ler mais: Com o novo Google Earth navegar pelo fundo do mar e viajar no tempo já é possível

    Nota: para ver estas imagens em resolução total, instalar o Google Earth, versão 5.


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    Ministros e gestores em volutariado

    Eu cá gostava é que tivéssemos ministros, gestores e cargos de nomeação política em voluntariado. Sempre me saía menos dinheiro do bolso para impostos.


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    Preços de 1974 vs 2008

    Ao olhar para esta tabela vemos que, salvo para a lixívia, todos os preços aumentaram a uma taxa superior à do salário médio dos portugueses. Boas notícias para branqueamentos de capital e de nódoas no passado.

    Adenda 7.Fev.09:
    José Simões deixou um comentário pertinente sobre esta tabela:
    Em 74 existia muita gente com vencimento zero (rurais e donas de casa) cujo rendimento - suspeito eu - não conta para a média porque não tinham ordenado o que torna a comparação MUITO enviesada.

    Outra questão é que muitos produtos são incomparáveis, por exemplo o carro de 1974 e o carro de 2008 não têm nada a ver 1 com o outro.

    E muita coisa falta comparar. Televisões a cores, telemóveis, máquinas de lavar roupa/loiça, frigoríficos, viagens a Nova Yorque, computador a 1 Mhz com 64 K de RAM e 1 Mega de disco, gravador/leitor de música ou video, máquinas de calcular, fatos sem ser por medida, aspirinas, telefone e preço das chamadas, máquinas fotográficas, TV por parabólica, binóculos, próteses, canetas, relógios, piscinas, fotocopiadoras, sistemas de arquivo, etc, etc.

    E muita coisa não é comparável porque não se podia comprar em 1974. Compare-se o preço de um sistema de radiolocalização entre 1974 e agora.

    E as resonâncias magnéticas como se comparam?

    UM par de socos de madeira feitas à mão aumentou talvez 1000 vezes, mas andamos pior calçados?

    "não basta ter o exel para se saber matemática e/ou economia" (TM)

    José Simões


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