a política na vertente de cartaz de campanha

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Treasury Department has issued a new one dollar bill.........


recebido por mail  

 

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Jorge do Fliscorno



Quando andava na primária - e até no ciclo e no liceu, chegado ao fim do ano lectivo lá vinha a inevitável pergunta, pintada de sorriso maroto «então apanhaste a raposa?». Era a forma dos meus pais me perguntarem se tinha passado de ano. Quem chumbava tinha apanhado uma. São animais bonitos e apesar de algumas vezes terem descoberto como entrar na capoeira lá na quinta, por ele nutro simpatia. E uma até por aqui postou umas coisas, vejam só! Acontece que a ministra da educação anunciou que vão acabar os chumbos no básico, ou talvez tenha dito que 100% de aprovações será possível, o que no fundo é a mesma coisa. Deixa de haver, portanto, raposas para apanhar e a Raposa Velha foi-se embora. No seu lugar ficou o Jorge do Fliscorno.


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Dito de outra forma

«Todos os blocos de informação da RTP – à excepção do Jornal da Tarde – corrigiram a sobre-representação do Governo e Partido Socialista registada em 2007. As conclusões são da ERC, que divulgou hoje, em relatório, os resultados para o primeiro semestre de 2008.» (no Público)

A RTP teve sobre-representação do Governo e Partido Socialista em 2007 e, no primeiro semestre de 2008, essa situação ainda se mantém no Jornal da Tarde. Mesmo assim, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social considerou positiva a actuação da RTP em 2008.


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ERC e o caso licenciatura Sócrates


Sobre a ERC e o caso licenciatura Sócrates, seguir a troca de palavras entre Gabriel Silva (Blasfémias) e Estrela Serrano (conselho regulador da ERC):

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O e-escola ataca de novo


O Diário de Notícias descobriu agora que «'E-escolas' pode custar 1406 euros em PC e Net obrigatória». Note-se que e-escola e "net obrigatória" é um pleonasmo, já que comprar um portátil no programa e-escola obriga ao contrato dum acesso à net "wireless" (dois pontos negativos, portanto: tem que se comprar o PC e o acesso à net e este último tem que ser internet "móvel").
 
Se o DN tivesse passado pelo Fliscorno há um ano atrás teria encontrado esta mesma informação e muitas outras numa séries de textos que publiquei na altura. Mas isso não significa que no DN - e na restante comunicação social, não se soubesse deste "pequeno" detalhe. Porque foi ignorado e agora é notícia? Enfim, mais uma vez parece que as notícias saídas na comunicação social são transcrições dos comunicados partidários. Terá este saído das redacções do PSD?
 
Ver todos os textos sobre o tema e-escola: link

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É tudo para nossa defesa, claro!


PE incentiva um debate aberto sobre o estatuto dos bloguesa
«Informação - 25-09-2008 - 14:35
O Parlamento Europeu incentivou hoje a que se realize um “debate aberto sobre todas as matérias relacionadas com o estatuto dos blogues”. A resolução sobre a concentração e o pluralismo nos meios de comunicação social na UE, aprovada por 307 votos a favor e 262 contra, propõe também a criação de um estatuto editorial tendo em vista prevenir a ingerência no conteúdo da informação por parte dos proprietários, accionistas ou órgãos externos, como os governos. [...]»

E o projecto de relatório em PDF, cujo ponto 9. diz:
«Sugere a clarificação do estatuto, jurídico ou outro, dos blogues e incentiva a sua classificação voluntária em função das responsabilidades e interesses profissionais e financeiros dos seus autores e editores;»

E ainda, na página 7 do mesmo PDF:
«Neste contexto, o relatório sublinha que o estatuto não definido e não indicado dos autores e editores de blogues causa incerteza em relação à imparcialidade, fiabilidade, protecção das fontes, aplicabilidade dos códigos deontológicos e atribuição de responsabilidades em caso de acção judicial.
 
Recomenda a clarificação do estatuto jurídico das diferentes categorias de autores e editores de blogues, bem como a divulgação de interesses e a classificação voluntária dos blogues
 
Comentário
 
Esta não é a primeira iniciativa deste género, já que do outro lado do Atlântico têm havido pressão para fazer aprovar algo semelhante. Uma das razões frequentemente apontada é o anonimato. Ora acontece que eu poderia assinar com nome completo que não deixaria de ser um anónimo. Acresce que se há coisa menos anónima é a publicação na Internet. Haja mandato judicial e a ver se as portas da identificação não são abertas.
 
Comparando com as cartas anónimas que no século passado alguns usavam para difamar à conta do verdadeiro anonimato, na Internet isso não acontece! Por exemplo, no caso deste blog, basta um mandato judicial junto do Google para saber que IP foi usado para publicar este texto. Depois, basta novo mandato judicial junto do respectivo fornecedor de acesso à Internet para se saber quem estava do outro lado do teclado. Ah! sim, poderão dizer, e os IP anonymizer? Torna as coisas mais difíceis, sim. Mas era mais fácil identificar o autor duma carta anónima que tenha tomado as devidas precauções?
 
A questão está neste ponto: mandato judicial. Mas com estas regulações que o Parlamento Europeu e outros pretendem, não passará a questão a ser também a do simples telefonema da praxe? Ora veja-se o caso recente do telefonema dum certo Primeiro-Ministro para um certo órgão de comunicação social...
 
E que dizer deste parágrafo «Neste contexto, o relatório sublinha que o estatuto não definido e não indicado dos autores e editores de blogues causa incerteza em relação à imparcialidade, fiabilidade, protecção das fontes, aplicabilidade dos códigos deontológicos e atribuição de responsabilidades em caso de acção judicial.»? Desculpem lá, isto é parvoíce ou sou eu que estou mesmo aparvalhado?
 
Textos anteriores:
 

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Falácias


 

 

 
 
Em potência, papel e tinta ou um computador poderão produzir elevados resultados. De facto, sem eles, esses resultados não existem. Mas não é por estes instrumentos serem dados às crianças do 1º ciclo que nascerão obras similares. No entanto, é esta a mensagem que a comunicação governativa quer fazer passar e é, precisamente aí, onde reside a falácia.

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Para quê?...


Para quê aprender a fazer contas se se pode usar uma calculadora? Para quê aprender caligrafia se se dispõe de um processador de texto? Para quê aprender a pensar se se têm governantes?

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Isto é propaganda. Isto é mentira. Isto é manipulação.



O Magalhães não é um portátil 100% feito em Portugal. Nem mesmo 90%,80% ou 70%. Nem mesmo 5%. Talvez 1%? Vou dar o benefício da dúvida. Afinal, sempre é preciso imprimir os recibos e as etiquetas.

É lamentável a comunicação social pegar na propaganda partidária e difundi-la sem sequer verificar o que é que divulgam. É mau jornalismo. Aliás, não é jornalismo. É manipulação, é mentir.

Não tenho problema nenhum em afirmar isto, estou em casa.

Que se saiba, em Portugal não se vai passar a construir waffers, chips, microprocessadores, placas gráficas, modems, placas de rede, écrans, teclados, discos rígidos, ratos, memórias e por aí fora. Isto só para falar do hardware pois, novamente, que se saiba, entre nós ainda ninguém vende um sistema operativo, aplicações, browsers, anti-virus, etc.

A parceria entre Portugal e a Intel é a mesma que temos com a Coca Cola: vir cá vender os seus produtos.


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É um quadro, não tem ícons para clicar


Estive aqui a pensar. Com os Magalhães os alunos terão mesmo que ler e escrever. Ora vejam. Para ir para uma directoria, listar o seu conteúdo e depois copiar o trabalho de casa dum colega é preciso escrever
 
c:
cd \documentos
dir *.*
copy trabalho_de_casa_do_luis.doc  e:\o_meu_trabalho_de_casa.doc
 
E ainda é preciso ler e interpretar as listagens e as mensagens de erro.
 
Ups! O Magalhães vem com uma interface gráfica? Bolas.

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Uma boa impressão (a 300 dpi)


É inquestionável, os portáteis Magalhães vão melhorar as capacidades de escrita e manipulação numérica dos alunos do 1º ciclo. Os números e as letras digitados no Magalhães serão sempre bem desenhados e redondinhos.

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Munique, 10-08-2008, um dia como os outros, também com carros


 

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Um dia com os mesmos carros


Munique, local de estacionamento de bicicletas junto a uma estação de metro
 
Ainda são poucos - apenas um por cento - mas os portugueses estão a andar mais de bicicleta, escreve o Público. Portanto, são poucos mais - um título algo estranho. Quanto à futura pista ciclável em Lisboa entre Belém e o Cais do Sodré, estamos perante um faz de conta. Esta zona já é ciclável em toda a extensão, mesmo que não tenha uns riscos pintados no chão - e parece-me que será essa a grande obra a nascer, uns riscos no chão a delimitar o espaço onde já hoje se circula. Veremos se esta pista não será algo apenas para entretenimento e para a fotografia eleitoral, sem resolver a questão de fundo que consiste na inexistência duma rede de ciclovias como as que existem em muitas outras cidades europeias. Sobre as iniciativas de dispor dumas dezenas ou até uma ou duas centenas de bicicletas para utilização gratuita, há que reconhecer o óbvio: apenas satisfará algum turismo e certamente que haveria onde melhor gastar o dinheiro público.
 
Entre nós e no actual contexto, só quem não tiver amor à vida ousará usar a bicicleta como meio de transporte, seja na cidade ou no campo. A inexistência de bermas e de pistas para bicicletas obriga à partilha da estrada com os automobilistas e a sua condução agressiva. E no entanto existem realidades diferentes! Em muitas cidades, a rede de transportes públicos interligada é suficientemente atractiva para desencorajar o uso do carro. Dessa forma, a bicicleta com as suas estradas para  bicicletas, é o natural meio de transporte para curtas distâncias.
 
E nas nossas cidades, o que se pode fazer? Fisicamente, já não existe espaço para construir pistas para bicicletas. As vias públicas estão divididas entre a zona de circulação automóvel e os estacionamentos, sobrando por vezes apenas um espacinho para circulação pedonal. Todas as cidades têm zonas planas e de pouca inclinação, potenciais locais cicláveis. Acontece que a quase totalidade das ruas estão abertas ao tráfego automóvel, salvo as excepções das chamadas "baixas" vocacionadas ao turismo e comércio tradicional. Mas consideremos esta hipótese: e se apenas algumas ruas das cidades estivessem abertas ao tráfego automóvel? Certamente que seria possível planear eixos de passagem e eixos secundários, sobrando os eixos locais. Os primeiros e segundos seriam abertos ao automóvel no geral e os eixos locais seriam abertos apenas a moradores, cargas e descargas, peões, bicicletas e transportes públicos. Passariam a existir ruas com poucos carros onde seria seguro circular de bicicleta. Este meio de transporte poderia então ser efectivamente usado como complemento ao transporte principal, fosse ele o privado ou público.
 
Textos anteriores sobre esta temática:

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Preço gasolina, gasóleo e brent: Janeiro a Setembro 2008

Gráficos relacionados:






Dei-me ao trabalho de usar os dados disponíveis em algumas fontes (DGEG, EIA e oanda.com) para analisar a evolução dos preços dos dois combustíveis mais popular entre nós, a gasolina sem chumbo 95 octanas e o gasóleo rodoviário.

Este gráfico foi elaborado nas seguintes condições:
  • Estes dois preços são apresentados no gráfico antes da aplicação de ISP e IVA (preços sem taxas: PsT).

  • Também são apresentados os valores brent blend spot price em euros, desfasados em uma semana relativamente aos valores PsT (os valores do brent na semana 10, por exemplo, são mostrados na mesma vertical dos valores do PsT da semana 11). Desta forma é possível comparar directamente as curvas do brent e do PsT.

  • Estas três séries foram ajustadas para num gráfico de índice 100 para comparar os valores em causa mais facilmente.

  • Finalmente, acrescentei patamares de variação para o gasóleo rodoviário com o intuito de melhor perceber o que se passa com o combustível que pago.
Eu cá fiquei com a impressão que as subidas PsT do gasóleo acompanham sensivelmente as subidas do preço do brent mas que as correspondentes descidas são mais suaves. Mas isto sou e cada qual que faça as suas conclusões. Para um tira teimas final, seria preciso uma demonstração dos valores acumulados de cada uma das séries para que se percebesse numericamente o que se tem passado no nosso mercado. Quem tiver pachorra pode usar os dados que disponibilizo para o fazer.

Fontes:


Adicionalmente, também disponibilizo
no Google Docs os dados usados:



Adenda 22-09-2008: a DECO parece ter agora descoberto a blogoesfera. A ideia dum dia sem abastecer é inconsequente. Mas poderia fazer outras coisas realmente úteis como por exemplo seguir o mercado dia a dia e alertar para eventuais "descuidos" das petrolíferas!


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Migalhas

Gráficos relacionados:




Gráfico em USD. Fonte:
http://busforex.com/chart/BRENT-USD/

João Miranda no Blasfémias não percebe porque « petróleo subiu 15% nos últimos 3 dias e hoje a GALP desce a gasolina 3 cêntimos». Apesar destes 15% serem em dólares e os 3 cêntimos serem em euros, talvez este gráfico ajude a perceber que esta subida foi uma migalha face ao que o brent desceu recentemente. Tal como foram migalhas estes 3 cêntimos que a gasolina desceu e o um cêntimo que o gasóleo desceu.


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Está tudo bem

Apraz-me constatar que apesar da crise financeira mundial, em Portugal o negócio imobiliário não saiu afectado.


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A misteriosa velha senhora

Pelo Público fiquei a saber duma notícia que, para variar, me deixou muito satisfeito. Refiro-me ao texto com o título "Agatha Christie deixou para trás 27 pistas...".

Aprecio a forma como a escritora enrolava as histórias, apresentando soluções coerentes, enredos interessantes e dissertando sempre algo sobre a condição humana.

Sobejamente conhecidas são as histórias de Hercule Poirot e de Miss Marple, ambas já disponíveis em DVD, depois de, também, já terem passado pela TV. Menos conhecidas, no entanto, são as histórias de mistério. A última delas que li foi Passenger to Frankfurt, tendo agora numa googlada encontrado até um PDF da versão portuguesa. A história foi escrita em 1970, com o incontornável Maio de 68 ainda a escaldar e aborda o tema de que interesses fizeram estas movimentações acontecerem. Fez-me reflectir que as pessoas com a idade ganham sabedoria e, nesta história, Agatha Christie não se fez rogada na partilha.

Ironicamente, a história Passenger to Frankfurt incide precisamente no tema da juventude, cheia de ideais e de força, como um exército a precisar da orientação certa. Transcrevo algumas passagens que considero geniais (edição brasileira). Já agora, não esquecer: mesmo que plausível, esta história é ficção!


Lady Matilda sobre uma certa agitação mundial. Referências prováveis ao Maio de 68 e aos movimentos similares da altura.
«Eles — sejam eles quem forem —trabalham através da juventude. Da juventude de todos os países. A juventude impetuosa. A juventude que canta seus lemas, lemas que parecem emocionantes mas que geralmente ela não sabe o que querem dizer. E tão fácil começar uma revolução. E isso é natural para a juventude. Todos os jovens sempre se rebelam. Você se rebela, você quer depor o governo, você quer que o mundo seja diferente do que é hoje. Mas você está cego também. Há uma venda sobre os olhos dos jovens. Eles não podem ver aonde estão sendo levados. Que vai acontecer depois? Que está em frente deles? E quem está por detrás, instigando-os? É isto que é realmente assustador. Você sabe que alguém está na frente levando o capim fresco para fazer o burrinho avançar e ao mesmo tempo está por detrás fustigando-o com um chicote.»


Lady Matilda sobre os políticos
«— Sim, não se pode confiar em ninguém. Não se pode contar para qualquer pessoa. Não passe adiante para esses idiotas do Governo ou que têm conexões com o Governo ou que esperam participar do Governo quando esses que estão lá por cima se forem. Os políticos não têm tempo de olhar para o mundo em que vivem. Olham apenas para a região em que vivem e a vêem como uma vasta plataforma eleitoral. Eles se contentam com isso por enquanto. Fazem coisas que honestamente acreditam que tornarão a vida melhor mas se surpreendem quando essas coisas não agradam, porque não eram as coisas que o povo queria que fizessem. E não se pode deixar de chegar à conclusão de que os políticos pensam que têm o divino poder de contar mentiras, desde que seja por uma boa causa. »

Jamie sobre as forças e quem as controla
«— Se acontecem certas coisas no mundo, você precisa procurar uma causa para elas. Os sinais exteriores são sempre facilmente visíveis, mas eles não são [...] importantes. Sempre tem sido da mesma forma. Tome por exemplo uma força natural, uma grande queda dágua lhe dará a potência de uma turbina. Veja a descoberta do urânio a partir da pechblenda, e isto lhe trará, no devido tempo, a força nuclear com que nunca sonhamos ou soubemos existir. Quando se encontra carvão ou minerais, eles lhe dão transportes, força, energia. Existem sempre forças trabalhando que lhe fornecem certas coisas. Mas atrás de cada coisa há alguém que a controla. É preciso encontrar quem está controlando os poderes que lentamente ganham ascendência em praticamente todos os países da Europa, e mais longe ainda em diversas partes da Ásia. Menos possivelmente na África, mas novamente nos continentes americanos tanto do Norte como do Sul. É preciso estarmos por dentro das coisas que estão acontecendo para descobrirmos qual a força motriz que as estão fazendo acontecer. Uma delas é o dinheiro. »

Jamie sobre os padrões das rebeliões
«E há ainda o que podemos chamar de tramas. São palavras que usamos muito ultimamente! Tramas ou tendências... há inúmeras palavras que usamos. Elas não querem dizer sempre a mesma coisa, mas estão relacionadas umas com as outras. Uma tendência, poderíamos dizer, para a rebelião está aparecendo. Olhe para trás, para a história. Você encontrará isto aqui e ali, repetindo-se periodicamente, repetindo-se nos mesmos moldes. Um desejo de rebelião. Um sentimento de rebelião, os meios de rebelião, as formas que a rebelião toma. Não é nada em particular com nenhum país em particular. Se surge em um país, surgirá em outros mais ou menos da mesma forma. [....]»

«— É um padrão, um padrão de vida que surge e que parece inevitável. Podemos reconhecê-lo onde o encontramos. Houve um período em que o ímpeto para as cruzadas varreu os países. Por toda a Europa as pessoas embarcavam para libertar a Terra Santa. Muito claramente, um padrão perfeitamente definido de um determinado comportamento. Mas por que eles iam? É este o interesse da história, o senhor sabe. Vendo aonde esses desejos e esses padrões de vida aparecem. Não é sempre uma resposta materialista assim. Todos os tipos de coisas podem causar rebeliões, um desejo de liberdade, liberdade de expressão, liberdade de cultos religiosos, novamente uma outra série de padrões muito relacionados. Pode levar as pessoas a escolher a emigração para outros países, à formação de novas religiões, freqüentemente tão repletas de tiranias como as formas de religião que deixaram para trás. Mas em tudo isto, se se olhar duramente, se se fizerem as investigações necessárias, você pode ver o que foi que deu origem à investida desses e de muitos outros — e eu usarei a mesma palavra — padrões. De certa forma é como uma doença provocada por vírus. O vírus pode ser levado, pelo mundo afora, através dos mares, por cima das montanhas. Pode se propagar e contaminar. E aparentemente se propagar mesmo que não tenha sido posto em movimento. Mas ninguém pode ter certeza, mesmo agora, de que isso seja sempre verdade. Pode haver causas. Causas que fazem as coisas acontecerem. A gente pode ir adiante. Há pessoas. Uma pessoa, dez pessoas, algumas centenas de pessoas que têm capacidade para movimentar uma causa. Desta forma não é para o processo final que temos de olhar, mas para as primeiras pessoas que lançaram a causa em movimento. Você teve os seus cruzados, teve os seus entusiastas de religião, teve os seus desejos de liberdade, você teve todos os padrões mas você deve olhar mais para trás ainda. Deve penetrar no âmago da questão. Por detrás dos resultados materialistas, existem idéias, visões, sonhos. O profeta Joel já o sabia quando escreveu: — "Os homens velhos sonharão sonhos, os jovens terão visões". E destes dois, qual o mais poderoso? Os sonhos não são destrutivos. Mas as visões podem abrir novos mundos para você e as visões podem também destruir os mundos que já existem... »

Sobre as máscaras na política
«Na sala de reuniões do N° 10 na Downing Street, o Primeiro-Ministro, Sr. Cedric Lazenby, estava sentado à cabeceira da mesa e olhava para seus oficiais de Gabinete sem nenhum prazer. A expressão de seu rosto era definitivamente sombria, o que de certa forma proporcionava-lhe um certo alívio. Estava começando a pensar que apenas na intimidade de sua sala de reuniões podia descansar seu rosto com uma expressão infeliz, abandonando aquela que presentemente usava perante o mundo: um sábio e animado otimismo que tão bem lhe servira nas várias crises políticas de sua vida. »


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Esta é para ler em voz alta


In a classroom, the teacher asks the students to compose a sentence with the words "yellow", "green" and "pink".

The Brit guy says "This morning I saw the yellow of the sun through the green of the trees and I thought it'll be a pink day."

Then the French: "Green is my favourite colour and yellow is ok. But I don't like pink."

Then the Italian: "I was at home and the phone made green.... green. Then I pink up the phone and I said yellow!"

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Uma constatação digna de Colombo


 
As filas indianas são assim chamadas devido à forma de caminhar em fila dos guerreiros americanos nativos em que cada um deles seguia as pegadas do que estava à sua frente  para  confundir o inimigo e fazer crer, caso as pegadas fossem descobertas, que o adversário era muito menor do ponto de vista numerico.

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Habemus Secretário de Estado da Defesa do Consumidor

No Público:

Análise de preço de combustíveis para "tranquilizar consumidores"
Secretário de Estado da Defesa do Consumidor apela à Autoridade da Concorrência

Reparem na nuance: para "tranquilizar consumidores". A conclusão é conhecida à partida, apenas é preciso tranquilizar os consumidores. Algo que a AdC já anunciou fazer com rigor.

Ah! e parece que há mesmo um Secretário de Estado da Defesa do Consumidor. Uau!, tenho andado defendido e não sabia.


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vewd.org


 
 

 
Vewd is a documentary photography magazine continuing the tradition of storytelling through a visual medium.
 

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Verde

É com desgosto que vejo com regularidade as árvores serem abatidas nas
cidades para darem a vez a lugares de estacionamento e a mais
construção.

Foi, por isso, uma agradável surpresa constatar que foi poupada uma
árvore que tapa um sinal de trânsito. Poupar a árvore foi a motivação,
não foi?



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Piada seca


A derradeira prova das alterações climáticas: NYSE fall during summer.

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Ensinar ou educar?

Bloquismo histórico, no último reduto
A Sábado desta semana publica um muito interessante trabalho sobre o que se verte para os manuais de História do luso ensino secundário. E, sem menor mérito, o Mário coloca essas páginas à disposição dos internautas de todo o planeta aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Ora vão lá ler que vale a pena.

Via O Insurgente

Vale a pena, realmente, ler as páginas referenciadas na citação!


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A anedota

Ministro das Finanças comenta falência da Lehman Brothers
Teixeira dos Santos surpreendido com duração da instabilidade nos mercados financeiros

Ai que ainda me dói a barriga de rir.

Ó homem, só falta v.exa dizer que se estivesse no FED já tinha arrumado com o problema. E se calhar até tinha. Fazia como cá: aumentava a carga fiscal, como fizeram para resolver o nosso défice.


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Arrastão a três


© arrastao.org

O Arrastão mudou, agora é um blog colectivo. Parabéns, está bonito.


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Site do dia


Has the Large Hidron Collider destroyed the world yet?

http://www.hasthelargehadroncolliderdestroyedtheworldyet.com

tip: ver também o código fonte ;-)

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Cábula dos políticos


 

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TSF: Pessoal e Transmissível: João Magueijo


No podcast da TSF:

http://feeds.tsf.pt/~r/Tsf-PessoalTransmissivel/~5/389575700/pet_20080910.mp3
Edição de 10 de Setembro de 2008 - João Magueijo - Físico Teórico em Cambridge

Sobre a afinal não constante velocidade da luz, peer reviews, o meio científico e a produção científica em Portugal.

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Flirt


Depois da paixão da educação, o amor à escola. Prevê-se que, passada a fase lírica, cheguem à união de facto. Restam apenas algumas incertezas quanto à distribuição de créditos no momento do divórcio.

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CERN - Grande Acelerador de Ladrões


 
 
 
Ministério da Administração Interna emite comunicado de indignação relativamente ao CERN por causa do Grande Acelerador de Ladrões. Parece, no entanto, que se tratou de outro mal entendido.

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Grande filme


 
Na programação de hoje da RTP1, pelas 2 e tal da manhã.

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Web PC

Quanto a este novo fôlego na guerra dos browsers, abriu JCD do blog Blasfémias a discussão com o post "Competição a Zero €uros".

Sobre o tema em questão, há sem dúvida muito dinheiro evolvido. Com a largura de banda a aumentar regularmente e com o advento do DSL (ou ADSL para os "pobres"), a computação distribuída ganhou novo fôlego. Do servidor central com terminais passámos para a informática pessoal do PC. Um notável percurso que culminou com o domínio da Microsoft graças a estratégias diversas - e nem todas de cariz tecnológico. No universo Windows o consumidor, perdão, o utilizador, compra uma máquina e licenças de utilização dum conjunto completo de software, desde o sistema operativo até aos pacotes de produtividade. O core businesses da Microsoft reside precisamente nesta particularidade de se estar agarrado à plataforma pelo sistema operativo e pelas suas aplicações.

Neste ponto entra em jogo o factor "Internet & banda larga". Estas ligações em rede, cada vez mais rápida e de maior capacidade, permitem voltar ao conceito do servidor com os seus terminais. Excepto que estes, contrariamente aos primeiros, não são "estúpidos" - têm capacidade de processamento local. Este facto aliado à ligação em rede traz um novo conceito de computação para a generalidade dos utilizadores, sendo a peça chave o software que permita integrar a capacidade de processamento local com a do servidor à qual se está ligado em rede e que, até ao momento tem sido o browser.

O Google Chrome não é apenas mais um browser. Constitui a entrada dum novo actor num momento de mudança de paradigma. Opções tecnológicas, descritas num anterior texto, como um site web corresponder a um processo, a existência duma framework para alargar as funcionalidades do browser e o suporte à comunidade de programadores indicam que o Chrome poderá vir a constituir uma nova plataforma aplicacional. Em vez de se desenvolverem aplicações para Windows, Mac ou Linux, desenvolvem-se para o Chrome . Não importa que máquina e que sistema operativo está o utilizador a usar. Basta que corra o Chrome e tenha ligação à net.

Em certa medida, os actuais browsers já são usados como plataformas aplicacionais mas apenas para áreas específicas. O lucrativo feudo das aplicações de produtividade como processamento de texto, imagem, dados, etc. ainda é praticamente exclusivo ao tradicional software para computador pessoal. Quem quiser entrar e vencer neste mercado tem que fazer melhor e mais barato do que a concorrência. E mesmo assim não tem garantido o sucesso. Vejam-se os casos do OpenOffice (gratuito) e do StarOffice (cerca de 70 dólares) que são funcionalmente equivalentes ao Microsoft Office, mais baratos, compatíveis até ao nível do formato de documentos (até a Microsoft ter mudado e patenteado um novo formato de ficheiros no Office XP) e, no entanto, estas aplicações não arrasaram o mercado da Microsoft.

Com a computação distribuída que a web actualmente permite, as empresas de software deixam de ter que competir no terreno Microsoft. Por outro lado, os utilizadores deixam de estar agarrados ao sistema operativo e às suas aplicações específicas. Talvez fiquem agarrados ao browser ou à nova plataforma que o substitua. Mas, garantidamente, deixam de estar dependentes dum sistema e das suas aplicações.

Esta mudança é substancial, comparável à mudança do MS-DOS para Windows. O Wordperfect perdeu para o Microsoft Office. Veremos a repetição do dono da nova plataforma conseguir impor o seu pacote aplicacional como o standard de mercado? É um caso a seguir, até porque a concorrência não dorme.


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Blog & roll

A ler:



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Posterous

Posterous é mais um serviço de edição e alojamento de blogs.

Mais um. No entanto...

No entanto tem uma funcionalidade maravilha que o Blogger ainda não tem, vá lá saber-se porquê. Falo da possibilidade de publicar por email, o que Blogger já faz, mas publicando igualmente as imagens que existam no email - coisa que o Blogger não faz.

Comecei a usar este serviço hoje e ainda está à experiência:

http://fliscorno.posterous.com


Particularidades:
  • Os conteúdos multimédia, docs, pdfs, imagens, etc. enviados por email são alojados e publicados no blog. Esta coisa trivial poupa uma trabalheira!!!

  • Quem possuir diversos serviços (Tweeter, Flickr, outros blogs) tê-los-á actualizados em simultâneo. Por exemplo, o post anterior foi publicado no Posterous e foi automaticamente adicionado ao Blogger. Apesar de ter melhor aspecto no Posterous.

  • Nas FAQ é explicado em detalhe como são processados os diversos conteúdos presentes no email. Vale uma visita.
Mas, experimente por si mesmo. Envie um mail para post@posterous.com e veja como funciona. Ao enviar o mail, será criado de imediato um blog com o conteúdo desse email e, em seguida, poderá configurar o resto do blog.


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Descobri que não sei atar os ténis!!!

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3 meses, é quanto dura a memória colectiva?

Primeiro foram aquelas provas e os resultados que já se anteviam. Na altura escrevi que daqui um ano ninguém se lembraria destas polémicas provas e lá estariam os do costume a gabarem-se dos "excelentes" resultados. Como estava errado! Bastaram 3 meses!

Hoje em dia, ao que parece, a característica mais notável na política é a absoluta falta de vergonha na cara dos respectivos protagonistas. Não apresentam o menor sinal de escrúpulos em ludibriar, manipular e mentir.


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Daqui a 48 horas as nossas finanças públicas irão ser recriadas no CERN

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=60&id_news=348215

«Novo acelerador de partículas vai recriar "Big Bang"
segunda-feira, 8 de Setembro de 2008 | 14:19

O LHC, aparelho que permite recriar as condições do «Big Bang», vai ser activado pelo Centro Europeu de Investigação Nuclear (CERN) dentro de 48 horas, com o objectivo de saber mais sobre a natureza da matéria.
[...]
No entanto, um grupo de cientistas levantou objecções ao funcionamento do aparelho, solicitando ao Tribunal dos Direitos Humanos de Estrasburgo a paralisação do projecto, alegando que o LHC poderia desencadear um buraco negro com consequências apocalípticas, sugerindo que a Terra correria o risco de ser engolida.

Robert Aymar, director geral do CERN, já emitiu um comunicado no seguimento destas alegações para tranquilizar todos os que temem pelo "fim do mundo", dizendo que "O LHC é seguro e qualquer sugestão que seja perigoso é pura ficção"»



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Soluções mágicas

Tecnologia, technology


gracinhas anteriores

Cada época tem tido a sua crença sobre como resolver os males do mundo. Estas soluções mágicas já foram a religião, a ciência, a indústria, a Internet, a globalização, o conhecimento e, agora entre nós, a tecnologia. Se é certo que cada uma destas áreas trouxe aspectos positivos à vivência humana, nenhuma delas por si só cumpriu essa missão que por vezes lhes foi imputada, a de ser resposta para todas as dificuldades. Não existem soluções mágicas. Melhorar implica esforço, planeamento e trabalho. Mas as soluções simplistas têm o condão de serem explicadas facilmente, o que lhes confere um enorme potencial propagandista. Não requerem, também, grande esforço de compreensão, bastando-lhes fé - disposição para acreditar que uma gota faz o oceano. Um outro aspecto das soluções milagrosas consiste em focar apenas os aspectos positivos, o que se compreende, já que as massas não se convencem pelo apelo à ponderação. É neste contexto que chegamos à cega aceitação de algumas medidas governativas. Propõem-nos chips para aumentar a nossa segurança, quadros electrónicos para ensinar os miúdos a ler e portáteis para aumentar o sucesso escolar. Ninguém questiona se não estamos apenas perante soluções mágicas?


Outros textos relacionados:


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Tecnedu

Nos últimos dias tem havido umas estratégicas fugas de informação sobre o enorme investimento na educação que o próximo OE trará. Pergunto-me quanto deste dinheiro servirá para pagar os Magalhães e os e-escola. Isto é, quanto é que é investimento e quanto é apenas subsídio à economia.

E como poderá alguém apresentar-se com tão elevada excitação quanto aos quadros electrónicos? É isso que fará os miúdos aprenderem a ler, escrever, interpretar e a fazer contas?

Há uns anos, quando a Via Verde, o Multibanco e os telemóveis faziam furor nas notícias, foi criada a ideia de que os portugueses aceitavam muito bem a tecnologia. Que eram doidos por geringonças electrónicas. Parece mesmo que foi nesses textos que algum assessor foi buscar inspiração para os delírios tecnológicos do governo. A tecnologia é um multiplicador do conhecimento mas de nada valerá se for zero o que os miúdos aprendem na escola.


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Porcos descarregam nos Milagres

Novamente, uma descarga de poluentes na Ribeira dos Milagres. Segundo o blog Porquemedizem «tem havido outras descargas bem piores em sítios muito mais capitais e a GNR não pode fazer nada». Quanto à incapacidade da GNR, tenho que discordar. Havendo vontade política, certamente que se encontrariam meios para apurar responsabilidades e, duma vez por todas, acabar com o clima de impunidade destes actos criminosos. Como nada acontece, nada muda, claro.

Em Dezembro do ano passado escrevi um texto sobre este assunto:
A Ribeira dos Milagres e os porcos

Apresento nesse texto o resultado duma pesquisa de notícias no Público para contabilizar quantas notícias tinham sido publicadas neste jornal entre 27-11-2003 e 28-12-2007 sobre as descargas ilegais na Ribeira dos Milagres. Este não é um indicador fidedigno mas é o único que tenho. O gráfico seguinte é um sumário:

ribeira dos milagres

Pela "trend line" torna-se notório que em 2005 existiu um ligeiro abrandamento no ritmo das descragas ilegais. Mas logo compensado em 2006.


Algumas reacções que na altura recolhi nas diversas notícias:

População de Leiria vai fiscalizar cursos de água para prevenir descargas suinícolas
04.12.2003

Associação de Suinicultores nega aumento de descargas na ribeira dos Milagres
14.04.2004

Populares entregam queixa-crime por atentados ambientais na ribeira dos Milagres
26.04.2004

Leiria: Protecção Civil teme acidente ambiental em estação tratamento esgotos
05.05.2004

Associação de Suinicultores de Leiria pede punição para autor da descarga (actualização)06.05.2004

Leiria: descarga de efluentes suinícolas contamina ribeira recentemente limpa
30.06.2004

Leiria: populares despejam baldes com efluentes suinícolas em frente à Câmara
14.06.2005

Governador civil de Leiria [José Miguel Medeiros] reafirma confiança no processo de despoluição do rio Lis
15.06.2005

Solução para suiniculturas de Leiria passa por Milagres [criação de ETAR que deverá entrar em funcionamento no segundo semestre de 2008! ]
04.01.2006

Leiria: defensores da ribeira dos Milagres apelam ao Parlamento Europeu
22.03.2006

Ministro do Ambiente [Francisco Nunes Correia]: descarga na ribeira dos Milagres "é lamentável"
18.01.2007

E o comentário que então fizera continua válido:
Sendo em número finito estas suiniculturas, ter-se-á que concluir que
- a polícia e o sistema judicial são completamente incompetentes por não conseguirem fazer aplicar a lei: que rolem as respectivas cabeças;
- ou não há interesse em que a lei seja cumprida: novamente, que rolem as respectivas cabeças.

Doutra forma, amanhã, em reacção a este assunto, apenas veremos (admitindo que pelo menos alguma reação haverá!) o Governador civil de Leiria, José Miguel Medeiros, reafirmar a confiança no processo de despoluição do rio Lis ou o Ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correi, considerar esta descarga na ribeira dos Milagres como sendo "lamentável".

Isto depois de não sei quanto dinheiro estoirado a despoluir para nada.

Já que tanto se quer ser "Europeu" em coisas como a flexigurança e impostos, pois aqui está uma boa oportunidade que têm os responsáveis nestas áreas de mostrarem o seu europeísmo: que resolvam o problema ou, se incapazes, se demitam. Nada disto se concretizando, que sejam demitidos e que se peça consultoria à ASAE sobre como ser escrupulosamente minucioso no cumprimento da legislação.


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Matemática pura



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Fotos de Einstein

Um site com fotos de Einstein:
http://www.th.physik.uni-frankfurt.de/~jr/physpiceinstein.html

Acho particularmente interessante aquela em que ele anda de bicicleta - que ar de divertimento ele ostenta!

Uma outra curiosidade: também lá se encontra uma cópia do seu diploma de graduação da escola comercial aos 22 anos. 6 é a nota máxima. Parece que há alguma contorvésia sobre se Einstein era um bom ou mau aluno. Segundo o site http://www.abc.net.au/science/k2/moments/s1115185.htm não era, garantidamente, um mau aluno. O mito, de que ele teria falhado na escola, terá sido devido à inversão do sistema de classificação que ocorreu no ano da sua formatura: no novo sistema a nota 6 passou a ser a mais baixa.


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Bébé

Recentemente foi encontrado um bebé nas instalações do Governo. Os
primeiros funcionários chegaram, alimentaram o bebé e apresentaram-no
a Sócrates para saber o que deveria ser feito com aquela criança.
Ele emitiu a seguinte comunicação interna:

De: Sócrates
Para: Direcção de Recursos Humanos (D.R.H.)

Acusamos o recebimento de um recém-nascido de origem desconhecida.
Forme-se uma comissão para esclarecer:
- se o achado é produto da casa;
- se algum funcionário da casa está envolvido no caso.

Após um mês de investigação, a D.R.H. enviou ao Governo a
seguinte comunicação interna:

De: Comissão de Investigação
Para: Sócrates

Após quatro semanas de diligentes investigações, concluímos que o bebé não
pode ser produto deste Governo. Motivos:
- actualmente, no Governo nada é feito com prazer ou com amor;
- actualmente, no Governo jamais duas pessoas colaboraram tão intimamente entre si;
- actualmente, no Governo não é feito nada que tenha pés nem cabeça;
- actualmente, no Governo jamais é possível alguma coisa ficar pronta em nove meses.



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Kids in school think quick

TEACHER: Maria, go to the map and find North America.
MARIA: Here it is!
TEACHER: Correct. Now class, who discovered America?
CLASS: Maria!
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TEACHER: Why are you late, Frank?
FRANK: Because of the sign.
TEACHER: What sign?
FRANK: The one that says, "School Ahead, Go Slow ."
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TEACHER: John, why are you doing your math multiplication on the floor?
JOHN: You told me to do it without using tables!

___________________________________________________________

TEACHER: Donald, what is the chemical formula for water?
DONALD: H I J K L M N O!!
TEACHER: What are you talking about?
DONALD: Yesterday you said it's H to O!
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TEACHER: Winnie, name one important thing we have today that we
didn't have ten years ago.
WINNIE: Me!
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TEACHER: Can anybody give an example of COINCIDENCE?
TINO: Sir, my Mother and Father got married on the same day,
same time.
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TEACHER: George Washington not only chopped down his father's cherry
tree, but also admitted doing it. Now, Louie, do you know why his
father didn't punish him?
LOUIS: Because George still had the axe in his hand.
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TEACHER: Now, Simon, tell me frankly, do you say prayers before eating?
SIMON: No sir, I don't have to, my Mom is a good cook.
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TEACHER: Clyde, your composition on "My Dog" is exactly the same as
your brother's. Did you copy his?
CLYDE: No, teacher, it's the same dog!;
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TEACHER: Harold, what do you call a person who keeps on talking
when people are no longer interested?
HAROLD: A teacher.



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Piada de lourita

No carro, diz o namorado à loura enquanto a beija apaixonadamente:
"Hmmm... Querida, não queres ir para o banco de trás?"
Responde ela:
"Não!!! Quero ficar contigo."


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No Tribunal

O Juiz pergunta ao marido:
- Diga-me, qual é o motivo porque se quer divorciar da sua mulher?
- Ela trata-me como se eu fosse um cão!
- Maltrata-o, bate-lhe?
- Não, quer que lhe seja fiel...


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Momento de reflexão

Os autarcas portugueses são os mais católicos do mundo. Nunca assinam nada sem levar um terço...


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E agora, uma profunda reflexão...

"Gostava de criar blogs, mas não sei o que é que eles comem."


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e o pensamento dia é...

"Apoiem as bactérias, são a única cultura que muitas pessoas têm!"


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A cor das facas

ASAE fecha refeitório no Parlamento e obriga a obras na cozinha
Título no Público

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Google Chrome, uma descrição funcional aligeirada

Aí está, pronto a ser instalado no respectivo site, ainda em versão beta e já em português. Numa primeira utilização nota-se que é efectivamente rápido. A banda desenha de apresentação da tecnologia por trás do browser é interessante mas hermética para quem não perceba de IT. Alguns aspectos (simplificados) de relevo:
  • Muti-tarefa ao nível de cada uma das páginas. Significa que se um site está a deixar o browser pendurado, os outros sites abertos noutros tabs continuarão a funcionar. O site mal comportado pode ser então fechado sem ter que mandar abaixo todas as outras páginas abertas.

  • Cada tab, ou seja, cada site aberto, corre num processo próprio, contrariamente aos actuais browsers que usam um único processo para todos os tabs. Pondo isto numa analogia terra-a-terra, o processo aqui referido pode ser pensado como sendo uma actividade comercial. Os actuais browsers são como um centro comercial, um único edifício para todas as lojas. Já o Google Chrome é como se tivesse um edifício para cada loja. Continuando nesta comparação simplista, nos actuais browsers, ou seja no centro comercial, se há um problema na estrutura do edifício todas as lojas são afectadas: segurança, intrusões, uma loja que ficou desocupada mas o espaço liberto é demasiado pequeno para uma nova loja, etc. No Google Chrome, sendo cada loja um edíficio, então os problemas duma das lojas não afectam as restantes lojas.

  • Esta versatilidade trazida por "um tab = um processo" é possível às expensas de mais memória e mais capacidade de processamento. Isto seria impossível há uns anos mas actualmente estes recursos são perfeitamente suficientes para que se possa optar por algum "desperdício", ganhando robustez e segurança.

  • O browser dá informação sobre os recursos gastos por cada site, sendo possível mandar a baixo uma página que está a carregar o PC em demasia. Isto decorre da abordagem "um tab=um processo" e permite manter controlados os sites mal comportados.

  • As actuais páginas web são muito mais do que texto e imagens, como acontecia nos primeiros sites, no início dos anos 90. A interactividade é um imperativo, constituido verdadeiras aplicações - chamadas de web 2.0. Exemplo disso é o próprio Gmail e o Blogger onde escrevo este texto. Esta interactividade é possível porque por trás do aspecto visual da página existem pedaços de código específicos da página - javascript - que criam essa interactividade.  O javascript foi concebido para pequenas funcionalidades mas actualmente as aplicações web usam-no ao extremo. Um browser com uma má máquina de javascript é como ter um Ferrari com um motor dum Fiat. O Google Chrome inclui uma motor de javascript escrito de raíz e com um verdadeiro turbo, o Just InTime Compiler. Isto significa maior velocidade para as aplicações web.

  • A interface com o utilizador também foi simplificada. Neste aspecto é de notar que ideias de outros browsers (Firefox e Opera, por exemplo) foram trazidas para o Chrome.

  • É possível que os aspectos até agora focados não convençam os utilizadores em geral. Mas a questão da segurança é absolutamente crucial e aqui o Chrome dá cartas. O facto de cada tab correr no seu próprio processo aumenta significativamente a segurança da navegação web. Um site não conseguirá espreitar outro site. Actualmente isso também é suposto não ser possível mas teremos que confiar que o browser está a fazer bem o seu trabalho. Supostamente, um tab por processo aumentará a segurança. Mas isto é o plano teórico; logo se verá como a implementação se porta. Além disso o Chrome implementa o conceito "sandbox", caixa de areira, que consiste no ambiente que a aplicação web dispõe para si mesma, com todo o processo de comunicação inciado sempre e unicamente pelo utilizador.

  • Ainda na questão da segurança, os plugins que gostamos muito de instalar no browser, como por exemplo para ver os vídeos do youtube, poderão ser fonte de enormes falhas de segurança e de bugs. O Chrome coloca os plugins a correr num processo próprio, contribuido para a estabilidade e segurança geral.

  • Finalmente, o código fonte do Chrome está disponível para quem o queira ver e/ou usar. Além disso, é ainda disponibilizado um conjunto de serviços, uma API, que permite à vasta comunidade informática expandir as funcionalidades do próprio browser.
Porque se deu a Google a todo este trabalho e investimento, sobretudo se disponibilizam o código fonte? Na referida banda desenha, eles mesmos dão a justificação: o negócio da Google é a web e eles só terão a ganhar se existir um bom ambiente de trabalho, seguro e robusto. Não estão mais do que a tratar da sua própria saúde. E os utilizadores têm também a ganhar com esta nova concorrência.

Este texto não traduz a minha experiência de utilização do Chrome. Afinal de contas, este software foi lançado há umas horas! Procurei apenas traduzir o jargão tecnológico para leitores menos familiarizados com as IT.

No próximo texto abordarei a questão de como a Google não está apenas a proporcionar um bom ambiente de trabalho mas sim a mudar o paradigma de computação pessoal. Algo absolutamente fatídico para as empresas, como a Microsoft, que vêm a informática pessoal como um utilizador=um sistema operativo + um conjunto de aplicações.


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Google Chrome - uma lição de computer science

Talvez já tenham ouvido falar do Goolge Chrome:
 
 Trata-se dum novo browser do Google desenhado de raíz com diferentes abordagens em diversos aspectos e, inclusive, com uma nova Java Virtual Machine. A versão beta será lançada hoje.
  
A banda desenhada de apresentação do produto é uma autentica lição de computer science e vale por si mesma uma visita: